161 mil profissionais do ensino vacinados este fim de semana

Este fim de semana foram vacinadas 184 500 pessoas com a primeira dose, das quais 160 700 trabalham do ensino, especialmente professores e auxiliares da ação educativa.

O domingo terminou com a 64 500 inoculações da vacina contra a covid-19 e 57 700 foram a professores e auxiliares da ação educativa e do apoio social do Ensino Secundário. Juntam-se aos 120 mil de sábado, sendo que 103 mil são profissionais do ensino.

Dados provisórios avançados pela task force, mas só esta segunda-feira se farão as contas finais, nomeadamente sobre quem não compareceu e quem não recebeu a mensagem.

O coordenador da estrutura, o vice-almirante Gouveia e Melo garantiu este domingo que quem não foi vacinada será chamado para a semana.

"Ninguém está esquecido. Se houve professores e auxiliares que não foram incluídos por falha de processo, serão novamente incluídos e com a mesma prioridade que têm agora", disse Gouveia e Melo no final de uma visita ao centro de vacinação de Gondomar, no distrito do Porto.

"O processo correu muito bem, estava tudo muito bem organizado e não foi preciso esperar muito tempo. Os professores estão muito entusiasmados por recomeçarem com as aulas presenciais. Têm saudades e estão preocupados com a aprendizagem, em especial dos que têm de fazer exames este ano", disse ao DN Paula Carqueja, presidente da Associação Nacional de Professores. E conclui: "Amanhã [segunda-feira] vai ser a equipa perfeita a regressar à escola".

Esta segunda-feira é o regresso às aulas presenciais dos alunos do Ensino Secundário, um processo que tem sido faseado e de acordo com as medidas de combate à covid-19. São esses profissionais que levaram a primeira dose da vacina este fim de semana, maioritariamente da Phizer.

Mário Nogueira secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) resume desta forma a vacinação deste fim de semana: "Toda a parte que dependeu da saúde e da task force correu bem; o que dependeu do Ministério da Educação não correu bem".

Está em causa a não convocação de alguns professores com a justificação de que não estão em funções docentes, como é o caso da Paula Carqueja. "Não fui vacinada e concordo perfeitamente, há que estabelecer prioridades e a prioridade é a segurança dos que frequentam a escola".

Mas o dirigente da Fenprof assegura que há quem está no terreno e tenha sido excluído da lista. "Alguns são profissionais da educação especial e que nunca estiveram no ensino à distância, há quem esteja nas CPCJ [Comissões de Proteção de Menores e Jovens], outros a desenvolver projetos com a Agência Portuguesa do Ambiente, e não foram vacinados. E todos os professores dispensados das escolas terminam a 31 de agosto e não se sabe quantos estarão nas escolas a partir de 1 de setembro", protesta Mário Nogueira.

De acordo com a task force foram enviados mais de 187 mil SMS para o agendamento da vacinação dos trabalhadores do ensino.

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