Solidariedade entre Presidente e Governo "correu bem" e o povo gosta

"O povo português deu sinais de que gostava da solidariedade institucional", afirmou o Presidente da República

Marcelo Rebelo de Sousa considerou esta quinta-feira que a solidariedade institucional entre Governo e Presidente da República em 2017 "correu bem" e que o povo português deu sinais de que gosta dessa solidariedade e da estabilidade política.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, falava perante o primeiro-ministro, António Costa, na Sala dos Embaixadores do Palácio de Belém, em Lisboa, numa cerimónia em que recebeu cumprimentos de boas festas por parte do Governo.

Antes de discursar, o chefe de Estado ouviu o primeiro-ministro manifestar empenho em prosseguir "a forma irrepreensível como a solidariedade institucional se tem manifestado" entre Presidente da República e Governo.

Marcelo Rebelo de Sousa não usou a expressão "irrepreensível", mas disse concordar com António Costa e considerou que "a solidariedade institucional durante este ano de 2017, também nas relações entre o Presidente da República e o Governo, correu bem".

"E só podia correr bem. Decorre da lógica da Constituição, pelo menos, da minha leitura da Constituição, que a solidariedade institucional tem de correr bem. É a Constituição que o impõe e tem de correr bem e correrá bem até ao fim do meu mandato, nesta legislatura e na próxima legislatura", acrescentou.

Em seguida, o Presidente da República sustentou que, ao longo deste ano, "o povo português deu sinais de que gostava da solidariedade institucional", referindo: "Podia não gostar, mas gosta".

"Sente-se seguro e sente-se confiante com a solidariedade institucional. Depois, gosta da estabilidade política", defendeu.

De acordo com Marcelo Rebelo de Sousa, 2017 foi um ano em que o povo português "disse claramente o que queria" e, por isso, "não foi muito difícil ao Presidente da República saber interpretar o que o povo português queria, nem é difícil a todos os órgãos de soberania saber interpretar o que ele quer, no presente e para o futuro".

"Porque ele é muito claro naquilo que diz. E diz, vivendo o seu quotidiano e deixando cair a sua mensagem, de forma implícita, na maneira como vive. Não é preciso haver expressões, ainda que tenha sido um ano eleitoral", prosseguiu.

Referindo-se às eleições autárquicas de 01 de outubro, em que o PS foi o partido com mais votos e mais eleitos, Marcelo Rebelo de Sousa alegou que, "independentemente disso, antes e depois, os portugueses, pela maneira como viveram este ano, disseram o que queriam e o que não queriam".

"Trata-se, agora, de estar à altura da sua mensagem. Um feliz Natal e um ano de 2018 que possa continuar a corresponder às legítimas expectativas dos portugueses, porque é por causa deles que aqui estamos", concluiu.

Nesta intervenção, o chefe de Estado considerou também que o povo português "quer estabilidade financeira", e já interiorizou "a prioridade da estabilidade orçamental", e "quer estabilidade social".

Marcelo Rebelo de Sousa voltou a alertar para "surtos inorgânicos" e fenómenos "de contestação fora do sistema" presentes noutros países europeus, defendendo que para isso é fundamental manter-se a proximidade entre os cidadãos e os responsáveis políticos.

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