Costa : rendimentos não serão atingidos com "medidas adicionais"

"Este Orçamento de Estado não é arriscado nem imprevidente. Faz escolhas e faz opções", disse o primeiro-ministro

As "medidas adicionais" que o Governo terá de preparar para "caso seja necessário" dominaram o debate parlamentar quinzenal com o primeiro-ministro. O assunto motivou insistentes perguntas tanto do PSD como do CDS e da parte de António Costa ficou uma garantia: eventuais medidas adicionais "não atingirão o rendimento das famílias, seja por via salarial ou seja ou por via de impostos".

O debate ficou notado por uma pequena mas importante evolução do PCP face à sua relação com o Governo do PS. Jerónimo de Sousa falou no plural sobre as políticas do Governo: "Estamos a devolver a esperança aos portugueses."

Na resposta a Jerónimo, Costa disse que "todos percebemos que é necessário aumentar o rendimento das famílias". E acrescentou: "Este Orçamento de Estado não é arriscado nem imprevidente. Faz escolhas e faz opções e tem um compromisso com os portugueses. É um OE responsável e não arriscado. Corta onde deve cortar e repõe onde deve repor." O OE 2016 "marca uma mudança: depois de 4 anos do rendimento das famílias a baixar 11%, este é um orçamento onde o rendimento das famílias aumenta 2,5%", reforçou.

Depois do debate quinzenal, houve um segundo debate com o primeiro-ministro, sobre o próximo Conselho Europeu. O primeiro-ministro assegurou que o Governo português é contra a proposta da Comissão Europeia que admite exceções no Reino Unido ao princípio da liberdade de circulação.

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