Monges, artes marciais e folcore no Martim Moniz

Almirante Reis recebe o desfile do Ano Novo Chinês, que começa dia 16. E tudo se concentra no Martim Moniz para o espetáculo

Balões vermelhos percorrem a Almirante Reis, em Lisboa, desde a Igreja dos Anjos até ao Martim Moniz, onde hoje a partir das 14.00 haverá um espetáculo com artistas chineses e cantares do Minho e de Évora. Começa três horas depois de se ter iniciado o desfile na igreja e que junta chineses, mas também portugueses e outras nacionalidades, onde predomina o vermelho e o dourado. Comemoram o Ano Novo Chinês, também conhecido pela Festa da Primavera, dia 16 de fevereiro, e que este ano segue sobre o signo do cão.

Os monges do Templo Shaolin, as companhias de Canto e Dança de Zhengzhou, de Artes Performativas de Chongqiing e da Escola Secundária Pui China de Macau são as principais atrações que vieram da Ásia para representar a cultura chinesa. Entram e saem do palco para dar lugar ao grupo seguinte e para voltar a entrar, com atuações intercaladas. Desde o ano passado que estas celebrações têm convidados portugueses, este ano são os grupos etnográficos de cantares de Évora e do Minho. O desfile só acontece hoje, já o espetáculo será repetido amanha à tarde.

Quinta-feira, um grupo de estudantes chineses em Lisboa das áreas da gestão, economia, finanças e marketing, de mestrado e doutoramento, acompanhavam os preparativos da festa. Inscreveram-se como voluntários para acompanhar o desfile e apoiar as entradas e as saídas dos artistas. São a Iahe Li, Zhao Mengyuan, Ruiying Wu, Yang Di, Sang Win Lamm, Liujuan Li e Wang Pu (a ordem pela qual estão na foto), estudantes transnacionais e que já se habituaram a festejar o Novo Ano fora de casa.

Este é o quinto ano consecutivo que se celebra no Martim Moniz o Novo Ano Chinês, numa organização da Embaixada da República Popular da China e da Câmara Municipal de Lisboa, que conta com o apoio da empresas chinesas e com três patrocinadores principais: o banco Haitong, a destilaria Vanghe e a seguradora Fidelidade. Haverá, também, uma feira cultural e de produtos chineses, o que constitui também uma montra para os empresários da comunidade.

"O Ano Novo Chinês ou a Festa da Primavera é a data mais importante para todos os chineses, altura em que celebram em todo o mundo com diversas manifestações culturais. À medida que aumenta a sua influência e o intercâmbio entre a China e o Mundo, as celebrações do Ano Novo Chinês ganham cada vez mais relevância", informam os responsáveis diplomáticos em Portugal.

Em 2017, o Feliz Ano Novo Chinês desenvolveu-se em mais de 140 países com 500 cidades envolvidas tornando-se o projeto mais influente e abrangente de intercâmbio cultural entre a China e o Mundo. Em Portugal, a festa estende-se ao Porto e ao Algarve e é considerada pela comunidade "uma marca" da sua cultura.

Começa três horas depois de se ter iniciado o desfile na igreja e que junta chineses, mas também portugueses e outras nacionalidades, onde predomina o vermelho e o dourado. Comemoram o Ano Novo Chinês, também conhecido pela Festa da Primavera, dia 16 de fevereiro, e que este ano segue sobre o signo do cão.

Os monges do Templo Shaolin, as companhias de Canto e Dança de Zhengzhou, de Artes Performativas de Chongqiing e da Escola Secundária Pui China de Macau são as principais atrações que vieram da Ásia para representar a cultura chinesa. Entram e saem do palco para dar lugar ao grupo seguinte e para voltar a entrar , com atuações intercaladas. Desde o ano passado que estas celebrações têm convidados portugueses, este ano são os grupos etnográficos de cantares de Évora e do Minho. O desfile só acontece hoje, já o espetáculo será repetido amanha à tarde.

Quinta-feira, um grupo de estudantes chineses em Lisboa das áreas da gestão, economia, finanças e marketing, de mestrado e doutoramento, acompanhavam os preparativos da festa. Inscreveram-se como voluntários para acompanhar o desfile e apoiar as entradas e as saídas dos artistas. São a Iahe Li, Zhao Mengyuan, Ruiying Wu, Yang Di, Sang Win Lamm, Liujuan Li e Wang Pu (a ordem pela qual estão na foto), estudantes transnacionais e que já se habituaram a festejar o Novo Ano fora de casa.

Este é o quinto ano consecutivo que se celebra no Martim Moniz o Novo Ano Chinês, numa organização da Embaixada da República Popular da China e da Câmara Municipal de Lisboa, que conta com o apoio da empresas chinesas e com três patrocinadores principais: o banco Haitong, a destilaria Vanghe e a seguradora Fidelidade. Haverá, também, uma feira cultural e de produtos chineses, o que constitui também uma montra para os empresários da comunidade.

"O Ano Novo Chinês ou a Festa da Primavera é a data mais importante para todos os chineses, altura em que celebram em todo o mundo com diversas manifestações culturais. À medida que aumenta a sua influência e o intercâmbio entre a China e o Mundo, as celebrações do Ano Novo Chinês ganham cada vez mais relevância", informam os responsáveis diplomáticos em Portugal.

Em 2017, o Feliz Ano Novo Chinês desenvolveu-se em mais de 140 países com 500 cidades envolvidas tornando-se o projeto mais influente e abrangente de intercâmbio cultural entre a China e o Mundo. Em Portugal, a festa estende-se ao Porto e ao Algarve e é considerada pela comunidade "uma marca" da sua cultura.

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Anselmo Borges

Globalização e ética global

1. Muitas das graves convulsões sociais em curso têm na sua base a globalização, que arrasta consigo inevitavelmente questões gigantescas e desperta paixões que nem sempre permitem um debate sereno e racional. Hans Küng, o famoso teólogo dito heterodoxo, mas que Francisco recuperou, deu um contributo para esse debate, que assenta em quatro teses. Segundo ele, a globalização é inevitável, ambivalente (com ganhadores e perdedores), e não calculável (pode levar ao milagre económico ou ao descalabro), mas também - e isto é o mais importante - dirigível. Isto significa que a globalização económica exige uma globalização no domínio ético. Impõe-se um consenso ético mínimo quanto a valores, atitudes e critérios, um ethos mundial para uma sociedade e uma economia mundiais. É o próprio mercado global que exige um ethos global, também para salvaguardar as diferentes tradições culturais da lógica global e avassaladora de uma espécie de "metafísica do mercado" e de uma sociedade de mercado total.