Quantos professores estão de baixa? Governo não sabe

Ministério da Educação não tem informação estatística sobre absentismo. Diretores dizem que é difícil compensar baixas superiores a 30 dias

Stresse, desgaste pelo aumento do número de alunos por turma, indisciplina e horário de trabalho são alguns dos fatores que levam os professores a pedir baixa. Se as faltas ocasionais não são um problema porque é possível compensar com maior facilidade as aulas perdidas, o mesmo não acontece quando as baixas são superiores a 30 dias, alertou o presidente da Associação Nacional de Diretores, Filinto Ramos Lima.

"Não conheço escola que não tenha um professor de baixa", afirmou o responsável o JN, que adianta que o Ministério da Educação não tem informação estatística sobre o absentismo dos professores apesar de nos salários as faltas serem processadas. O mesmo jornal adianta que também não são compilados dados sobre substituições de professores, nem sobre as aulas perdidas. Em resposta, o gabinete do ministro Tiago Brandão Rodrigues disse considerar que "essa é uma análise estatística que deve ser apurada".

Apesar da perceção, não é possível dizer com certeza se as baixas entre os professores estão a aumentar ou não. Se as faltas ocasionais são compensadas por permutas de professores, mais difícil é fazê-lo com baixas prolongadas. O presidente do Conselho de Escolas, José Eduardo Lemos, sublinhou o mesmo. "Temos alunos sem professor, por o titular estar de baixa e não haver sistema célere de substituição.

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É procurador no Tribunal de Cascais há 25 anos. Escolheu sempre a área de família e menores. Hoje ainda se choca com o facto de ser uma das áreas da sociedade em que não se investe muito, quer em meios quer em estratégia. Por isso, defende que ainda há situações em que o Estado deveria intervir, outras que deveriam mudar. Tudo pelo superior interesse da criança.