Força Aérea estima custos de 372 milhões para deixar Montijo

Estudo sobre impacto da abertura da base aérea do Montijo à aviação civil foi debatido no Parlamento.

A Força Aérea estima em 130 milhões de euros o custo de deslocalizar as suas esquadras e missões da base do Montijo para outras unidades militares, soube o DN.

O documento de natureza reservada, segundo as fontes ouvidas esta quarta-feira pelo DN, eleva a fatura para os 372 milhões de euros quando contabiliza a mudança do Campo de Tiro de Alcochete: serão mais 242 milhões repartidos entre a aquisição de terrenos e construção da nova infraestrutura.

A informação consta do estudo feito pelo ramo sobre o impacto da abertura do Montijo ao tráfego aéreo civil, sobre o qual o ministro da Defesa foi questionado esta manhã à porta fechada no Parlamento.

O PSD, dada a natureza técnica do documento, requereu entretanto a audição parlamentar do chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general Manuel Rolo.

A esse montante há ainda que adicionar os custos de quase 22 milhões de euros inerentes à transferência das infraestruturas afetas à Marinha e à NATO que existem no Montijo.

Tudo somado, o bolo final de transformar o Montijo no aeroporto complementar do de Lisboa custará 394 milhões de euros.

No caso específico de mudar as infraestruturas que a Força Aérea tem no Montijo, a reativação da base de Tancos está estimada em 73 milhões de euros, a modernização da base de Sintra em 31 milhões e a de Beja mais cinco milhões. A esses montantes somam-se ainda mais 20 milhões de euros na própria base aérea do Montijo, onde se incluem 6,5 milhões relativos a obras com estruturas da NATO.

O Ministério da Defesa tem assumido que não será o seu orçamento a financiar as mudanças impostas às Força Armadas pela abertura do Montijo à aviação civil.

A solução Portela+1 (Montijo) é a alternativa à construção do novo aeroporto de Lisboa, cuja construção de raiz está estimada em mais de três mil milhões de euros e assim fica adiada por várias décadas, segundo fontes parlamentares e governamentais ouvidas pelo DN.

Os estudos nesta fase ainda são preliminares e não existe o de impacto ambiental, que se prevê durar mais de um ano.

Atualizada com os custos sobre reativar e modernizar outras bases aéreas

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