Arrábida a Património Mundial tem "enorme potencial"

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros disse hoje à agência Lusa que o património português pode vir a "ganhar muito" com a candidatura da Arrábida a Património Mundial da UNESCO.

"A candidatura da Arrábida a Património Mundial é justa e de enorme potencial. A Arrábida é uma das 'joias da coroa' do património português que poderá ganhar muito com o seu reconhecimento internacional", afirmou Paulo Portas.

A candidatura da Arrábida a Património Mundial foi entregue na sexta-feira no Comité Internacional da UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura em Paris, França, anunciou nesse dia o presidente da Associação de Municípios da Região de Setúbal, Alfredo Monteiro.

"A partir de agora já não é uma candidatura da região, mas uma candidatura de Portugal", declarou Alfredo Monteiro, que salientou o trabalho desenvolvido ao longo de uma década pelo poder local, com a colaboração de alguns cientistas e de diversos estabelecimentos de ensino superior.

Numa conferência de imprensa realizada na Quinta de São Paulo, concelho de Palmela, em que também participaram os presidentes das Câmaras de Setúbal, Maria das Dores Meira, de Palmela, Ana Teresa Vicente, e de Sesimbra, Augusto Pólvora, o presidente da AMRS salientou também o empenho do grupo interministerial, que integra o Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Ministério do Ambiente e a Secretaria de Estado da Cultura.

Alfredo Monteiro salientou alguns aspetos inovadores da candidatura portuguesa, como a realização de um documentário da vida selvagem que mostra algumas das espécies características da Arrábida.

Além da fauna e da flora, onde se incluem algumas zonas de vegetação mediterrânica e espécies únicas que só são conhecidas na Arrábida, a candidatura valoriza os aspetos imateriais, como as tradições, as festas religiosas, a presença humana e as atividades, da pesca à agricultura e à pastorícia, bem como trabalho com a pedra da Arrábida.

À Lusa, Paulo Portas sublinhou ainda a cooperação entre as várias entidades portuguesas que tornaram possível a candidatura junto da UNESCO.

"Como ministro dos Negócios Estrangeiros quero também sublinhar a boa cooperação entre ministérios, poder local e sociedade, que foi uma condição de eficácia para viabilizar a apresentação, em tempo útil, da candidatura na UNESCO, em Paris", realçou o governante.

Felicitando, igualmente, a Comissão Nacional da Unesco, Paulo Portas acrescentou: "Encorajo a continuação de um trabalho árduo entre todos os atores do processo, de modo a ultrapassarmos as várias etapas de avaliação da candidatura. A Arrábida e Portugal merecem".

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