António Costa: "não há indicadores" que condicionem uma "boa execução do orçamento"

Primeiro-ministro reagiu às declarações do presidente do Eurogrupo, que considerou haver razão para preocupação com Portugal

António Costa vê "ótimas condições" para o governo resolver "questões que condicionam estruturalmente a competitividade do país". Sem reagir diretamente às afirmações do presidente do Eurogrupo, Costa considerou que "não há indicadores" que condicionem uma "boa execução do orçamento".

Esta manhã, o presidente do Eurogrupo considerou que "há uma preocupação grave", tendo em conta as previsões macroeconómicas de inverno de Bruxelas, apresentadas no dia 4 de Fevereiro. Jeroen Dijsselbloem considerou que "também para Portugal há motivos de preocupação", embora Bruxelas tenha salientado, quando apresentou as perspetivas macroeconómicas, que estas estavam desatualizadas, sem levar ainda em consideração o conjunto de novas medidas que acabaria por redundar na aceitação do orçamento.

"Há uma preocupação grave, se olharmos para as previsões de inverno, também para Portugal. Mas devo ter em conta que Portugal saiu do programa sem qualquer nova garantia de linhas de crédito. Então, é crucial para Portugal que continue financeiramente independente, o que requer acesso aos mercados. Creio que o governo português está bem a par disto e expressou o forte compromisso com o pacto", frisou o presidente do Eurogrupo.

À saída de um encontro com o presidente da Comissão Europeia, António Costa considerou que "hoje estão criadas ótimas condições, da parte de Portugal e da Comissão", para que se "prossiga (...) o trabalho, já não sobre as questões conjunturais do orçamento, mas sobre as questões que condicionam estruturalmente a competitividade do país, a capacidade de retomarmos uma trajetória de convergência e de reforço da coesão".

"É isso que temos de trabalhar nos próximos meses e com o presidente Juncker ficou definido um plano de trabalho", disse António Costa, acrescentando que o governo "não tem nenhum indicador que diga que não haja condições para uma boa execução do orçamento, que vai entrar em discussão agora na Assembleia da República".

"A Comissão irá apreciar, na próxima semana, o relatório sobre Portugal e os seus desequilíbrios económicos e ver como é que podemos desenvolver o trabalho em conjunto, tendo em vista chegar ao mês de abril para apresentarmos um programa de estabilidade e crescimento, que responda àquilo que são as necessidades do país, para retomar o crescimento, para retomar a criação de emprego e vencer este longo período de estagnação", disse ainda o primeiro-ministro, no final de um encontro que considerou "muito positivo.

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