Santana faz uma vítima. Demitiu-se o líder do CDS da Figueira da Foz

Acompanhe aqui o rescaldo das eleições autárquicas.

DN
Miguel Mattos Chaves© Facebook

Demitiu-se o líder do CDS da Figueira da Foz

Miguel Mattos Chaves, que foi também o candidato do CDS à câmara municipal da Figueira da Foz, entregou esta tarde a carta de demissão com "efeitos imediatos" por causa dos "maus resultados".

"Apesar de viver em Lisboa, foi para mim uma honra ter aceite, há 4 anos, o vosso desafio, dos militantes do meu partido, da Figueira da Foz, para trabalhar politicamente para bem do CDS-PP, do concelho e da sua população. Mas os resultados foram o que foram e tenho que tirar daí as devidas consequências políticas", escreve Mattos Chaves na carta de demissão de presidente da comissão política do CDS na Figueira da Foz.

Miguel Mattos Chaves considera que "os lugares que ocupamos são temporários e de serviço. Prestei serviço e agora é a hora de me retirar, aliás como o tinha dito que faria em 2021. Mas os maus resultados não me deixam outra alternativa senão antecipar o calendário previsto e combinado convosco em 2017 (...) Prestei Serviço conforme pude e dando o meu melhor nas circunstâncias adversas de viver longe daí".

Catarina Martins assume mau resultado e destaca má notícia da direita em Lisboa

A coordenadora do BE, Catarina Martins, assumiu hoje que o partido "teve um mau resultado nas eleições autárquicas" de domingo, destacando ainda a "má notícia" de a direita ter vencido a Câmara de Lisboa, com quem recusa qualquer coligação.

Catarina Martins deu hoje uma conferência de imprensa para fazer o rescaldo eleitoral na sede do partido, em Lisboa, depois da reunião do Secretariado Nacional e antes da reunião da Comissão Política, que se reúne esta noite, anunciando ainda uma reunião da Mesa Nacional para analisar os resultados destas eleições.

"O Bloco de Esquerda nestas eleições autárquicas teve um mau resultado. Não aumentámos o número de votos ou de eleitos e conseguimos manter quatro em cada cinco votos o que determinou a perda de vereadores em cenários de polarização em disputas autárquicas", assumiu.

Na perspetiva da líder do BE, houve outra "má notícia nesta noite eleitoral" que foi a vitória da direita na Câmara de Lisboa.

"O Bloco conseguiu eleger Beatriz Dias e manter o lugar na vereação, mas o PS o perdeu milhares de votos para a direita. A esta perda não serão indiferentes os problemas próprios do PS em Lisboa, nos últimos meses, mas é também de considerar que a instrumentalização de fundos e políticas públicas na campanha nacional autárquica tenha tido resultados opostos ao que o PS nacional esperava", apontou.

Lusa

PSD "rouba" município de Góis ao PS ao fim de 39 anos

O PSD venceu as eleições para o município de Góis, no interior do distrito de Coimbra, que era governando desde as autárquicas de 1982 pelo PS, que acabou relegado para terceira força política no concelho.

"Acho que foi o reconhecimento do trabalho que fizemos ao longo de quatro anos, da equipa que constituímos, e do facto das pessoas se identificarem connosco, com a nossa postura, com aquilo que desenvolvemos na Câmara e Assembleia Municipal", disse à agência Lusa o candidato vencedor Rui Sampaio.

Chefe do serviço de finanças no concelho vizinho da Lousã, o futuro presidente da autarquia de Góis atribuiu também a vitória, ainda que sem maioria absoluta, "a alguma vontade de mudar o que tem sido a política no concelho nos últimos anos".

Rui Sampaio promete "trabalho e dedicação, porque há muitas coisas por fazer".

Autárquicas: Volt diz que resultado em Lisboa dá alento para futuras eleições

O cabeça de lista do Volt Portugal (VP) à Câmara de Lisboa, Tiago Matos Gomes, considerou hoje que o resultado eleitoral obtido na capital (1.012 votos - 0,42%) dá "um certo alento" para votações futuras.

"Foi o único partido [sem representação parlamentar] que conseguiu mais de mil votos, conseguiu quase 1.400 votos para a Assembleia Municipal. Conseguimos ser o partido sem representação parlamentar que ficou à frente, foi o partido com mais votos sem representação parlamentar, o que nos dá um certo alento para eleições futuras, primeiro legislativas e depois europeias", disse à Lusa.

O Volt Portugal obteve 1.012 votos (0,42%) para a Câmara Municipal de Lisboa, 1.397 (0,58%) para a Assembleia Municipal e 378 para a Assembleia de Freguesia.

Tiago Matos Gomes afirmou ainda que o partido está "satisfeito", embora reconheça que os partidos "almejam sempre uma maior percentagem, um maior número de votos".

"Mas estamos satisfeitos com os resultados que obtivemos numa primeira eleição", afirmou, lembrando que o partido conseguiu uma eleita em coligação numa freguesia de Coimbra.

"Um partido que surge há um ano, o primeiro congresso fez ontem [domingo] exatamente um ano, conseguirmos uma eleita local dá algum alento para disputas futuras", afirmou.

Autárquicas: PCP diz que resultados da CDU são consequência de campanha anticomunista

O dirigente comunista João Oliveira considerou hoje que os resultados eleitorais da CDU nas autárquicas são consequência de uma "prolongada e intensa campanha anticomunista" e da concentração da discussão em assuntos nacionais, em vez de locais.

Em comunicado, o membro da Comissão Política do Comité Central do PCP enalteceu que a "obtenção de mais de 450.000 votos, 9,1% do total nacional, a eleição de mais de 2.000 mandatos diretos, a que se somarão ainda umas centenas de outros, são a verdadeira dimensão do resultado da CDU".

"Não iludindo a perda de sete municípios", João Oliveira, que é também dirigente da bancada parlamentar comunista, sustentou que o "resultado da CDU é inseparável" de várias condicionantes, como, por exemplo, "os efeitos de uma prolongada e intensa campanha anticomunista", para fragilizar a "reconhecida e distintiva seriedade dos eleitos" da coligação.

O dirigente do PCP acrescentou que houve uma "desfocagem alimentada ao longo de semanas da natureza e objetivos destas eleições, esbatendo o seu caráter local e a distinção nesse plano entre os vários programas eleitorais", induzindo a uma "decisão em função de critérios de política nacional e procurando atribuir ao PCP e à CDU posicionamentos nesse plano que não tem".

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, também já tinha criticado a falta de discussão sobre matérias locais durante a campanha autárquica, considerando que foi dominada pela "política espetáculo".

Na nota divulgada hoje, o líder parlamentar do PCP referiu que a pandemia e os condicionamentos associados prejudicaram o contacto típico da CDU com as populações, durante quase dois anos: "Um quadro em que estiveram suspensas, praticamente por dois anos, a vida e a atividade do movimento associativo, das organizações de reformados, da comunidade educativa e outras, com tudo o que isso induz de amputação de vivência coletiva".

"Os milhares de mandatos obtidos pela CDU nos órgãos municipais e de freguesia corresponderão a uma decidida intervenção com que as populações podem contar. O apoio agora recolhido será integralmente posto ao serviço das populações", finalizou.

A CDU perdeu sete autarquias nas eleições autárquicas de domingo. Mora, Montemor-o-Novo (distrito de Évora) e Moita (Setúbal), três dos nove municípios presididos pela CDU desde as primeiras eleições autárquicas, em 1976, passaram para a esfera do PS.

A coligação também perdeu para o PS as câmaras municipais de Loures (Lisboa), Alvito (distrito de Beja) e Alpiarça (Santarém). Já o concelho de Vila Viçosa (Évora) foi conquistado por uma coligação PSD/CDS-PP/MPT/PPM. No entanto, a CDU conquistou ao PS os municípios de Barrancos (Beja) e Viana do Alentejo (Évora).

Autárquicas: Graciano diz que Chega teve "bom resultado" em Lisboa apesar de falhar vereação

O candidato do Chega à presidência da Câmara de Lisboa nas eleições autárquicas de domingo considerou hoje que o partido teve um bom resultado, apesar de não ter conseguido eleger nenhum vereador. Em declarações à agência Lusa, Nuno Graciano afirmou que "para uma primeira eleição do Chega" a Lisboa, 4,41% dos votos (10.711) "foi um bom resultado".

"Eu tinha a confiança de ser vereador, mas foi por muito pouco. Ficamos muito perto. Para uma primeira eleição foi muito razoável", salientou o candidato.

No entender de Nuno Graciano, a vitória do cabeça de lista da coligação 'Novos Tempos' (PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança) "foi surpreendente".

"Ninguém imaginou que o Carlos Moedas ia ganhar as eleições, o que para mim é simpático, devo dizer", referiu, acrescentando que o ex-comissário europeu "é um homem de confiança, portanto conseguirá certamente equilibrar da melhor forma uma vereação possível, uma presidência possível".

"Fernando Medina já estava obviamente gasto. Isso percebia-se na rua. Nas arruadas que fazíamos na rua percebíamos isso", destacou.

Nuno Graciano realçou ainda o facto de o Chega ter ficado à frente da Iniciativa Liberal na Câmara, "um partido que é muito mais urbano".

Já na Assembleia Municipal, o Chega conseguiu 5,35% dos votos (13.004 votos), elegendo três deputados municipais.

O social-democrata Carlos Moedas foi eleito presidente da Câmara Municipal de Lisboa, com 34,25% dos votos, nas eleições autárquicas de domingo, 'roubando' a autarquia ao PS, que liderou o executivo autárquico da capital nos últimos 14 anos.

Segundo os resultados oficiais divulgados hoje pelo Ministério da Administração Interna, a coligação Novos Tempos Lisboa (PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança) conseguiu sete vereadores, com 34,25% dos votos (83.121 votos); a coligação Mais Lisboa (PS/Livre) obteve sete vereadores, com 33,3% (80.822 votos); a CDU (PCP/PEV) dois, com 10,52% (25.528 votos); e o Bloco de Esquerda (BE) conseguiu um mandato, com 6,21% (15.063).

O executivo do mandato 2017-2021 é composto por oito eleitos do PS (incluindo dos Cidadãos por Lisboa e do Lisboa é Muita Gente), um do BE, quatro do CDS-PP, dois do PSD e dois da CDU.

Concorreram à presidência da Câmara de Lisboa Fernando Medina (coligação PS/Livre), Carlos Moedas (coligação PSD/CDS-PP/PPM/MPT/Aliança), Beatriz Gomes Dias (BE), Bruno Horta Soares (IL), João Ferreira (PCP), Nuno Graciano (Chega), Manuela Gonzaga (PAN), Tiago Matos Gomes (Volt), João Patrocínio (Ergue-te), Bruno Fialho (PDR), Sofia Afonso Ferreira (Nós, Cidadãos!) e Ossanda Líber (movimento Somos Todos Lisboa).

PSD ganha Câmara de Mogadouro ao PS

O PSD venceu as eleições autárquicas de domingo em Mogadouro, no distrito de Bragança, conquistando a câmara ao PS, segundo os resultados provisórios divulgados esta segunda-feira pelo Ministério da Administração Interna.

O novo presidente da Câmara de Mogadouro é António Joaquim Pimentel, que venceu a Francisco Guimarães, que se candidatava a um terceiro mandato.

O PSD teve 48,74% dos votos e ficou com três mandatos no executivo camarário, enquanto o PS conseguiu 46,35% e dois vereadores.

Lusa

CDU da Figueira da Foz admite ter perdido votos pelo "fenómeno Santana Lopes"

A candidatura da CDU liderada por Bernardo Reis à Câmara da Figueira da Foz assumiu esta segunda-feira que não teve "surpresa de maior" nos resultados que alcançou nestas eleições autárquicas, mas admitiu ter perdido votos pelo 'fenómeno Santana'.

"É óbvio que a CDU não está satisfeita com o resultado da noite passada. Mas convém lembrar que não nos assiste surpresa de maior nesta matéria", reagiu a coordenação local do PCP num comunicado escrito.

A perda de 1.015 votos para a Câmara, por comparação aos resultados das eleições de 2017, foi justificada com o "fenómeno Santana Lopes".

Em relação a outros órgãos autárquicos, os comunistas "lamentaram a perda de eleitos em freguesias e de um mandato na assembleia municipal", onde a CDU passa de dois para um eleito.

Em relação ao movimento independente 'Figueira a Primeira' encabeçado por Pedro Santana Lopes, os comunistas lembraram que o antigo primeiro-ministro e presidente da Câmara da Figueira da Foz entre 1997 e 2001 "falhou a maioria absoluta que dava como garantida", alterando-se assim a situação existente vantajosa que teve em 1997.

E "é minoritário na assembleia", o que lhe "complica" a governação em "assuntos de maior envergadura", tendo conquistado "apenas" duas freguesias.

Na análise dos resultados eleitorais, o PCP atribuiu a derrota do PS a "alguma arrogância de que usou e, por vezes, abusou e por opções políticas incompreensíveis", exemplificando com "obras que consumiram muito do erário público, descaracterizaram espaços emblemáticos e se apresentaram de duvidoso gosto".

O movimento "Figueira a Primeira" (FAP), de Pedro Santana Lopes, venceu as eleições autárquicas de domingo na Figueira da Foz, com 40,39% dos votos, segundo os dados do Ministério da Administração Interna.

Apurados os resultados nas 14 freguesias do concelho, o FAP obteve 40,39% dos votos e quatro mandatos. Em segundo lugar ficou o PS, com 38,39% dos votos e também quatro mandatos. O PSD ficou em terceiro lugar, com 10,83% e um mandato, e a CDU 2,68% sem mandatos.

Lusa

Menezes defende que há que "dar margem de manobra" para reeleição de Rio

O ex-presidente do PSD Luís Filipe Menezes saudou esta segunda-feira os resultados autárquicos do partido e defendeu que, mesmo os que como ele estão insatisfeitos com Rui Rio, deverão "dar margem de manobra para uma reeleição" do líder.

"Face a estes resultados existe clima para falar de mudanças dentro do maior partido da oposição? Na minha opinião, apesar das sondagens relativamente a legislativas continuarem sofríveis, apesar de continuar a achar que Rio não é um líder mobilizador e entusiasmante, na política, como no futebol, as vitórias acalmam as claques", escreveu o antigo autarca de Gaia, na sua conta na rede social Facebook.

Por isso, considerou, mesmo os que pensam como ele em relação a Rio terão de "democraticamente reconhecer que o resultado foi suficientemente bom para dar margem de manobra para uma reeleição"

"E eu goste ou não goste do líder, e não aprecio de todo este, desejo em primeiro lugar o sucesso do PSD", afirmou.

Menezes, que presidiu ao PSD por menos de um ano entre 2007 e 2008, retira ainda "outra lição" das eleições autárquicas de domingo.

"Ficou claro que a alternativa ao poder nacional socialista reside no PSD e na sua aliança de histórica com o CDS. Tudo o mais é, por agora, paisagem e nuvem transitória. Ruído", defendeu.

O antigo autarca reconhece que as eleições tiveram um resultado "inesperado", porque para o PSD "cantar vitória teria que encurtar substancialmente a diferença que o separava do PS e tinha que somar meia dúzia de câmaras relevantes ao seu pecúlio".

"Conseguiu-o. Aproximou-se muito do PS em número de votantes, no número global de mandatos e no número de presidências de Câmara e juntas de freguesia", considerou, destacando as vitórias em Funchal, Ponta Delgada, Coimbra, Portalegre e outras vitórias no Alentejo.

Já a vitória em Lisboa foi classificada por Menezes como "a cereja no topo do bolo".

"Façam-se as contas que se fizerem, foi uma vitória histórica e Carlos Moedas é um novo importante protagonista que entra nas contas do poder interno", considerou.

O antigo presidente social-democrata lamentou, por outro lado, o "medíocre resultado" na Área Metropolitana do Porto, embora ressalvando o "resultado honroso" de Vladimiro Feliz no concelho do Porto.

"Finalmente Gaia. O desastre anunciado aconteceu na terceira cidade do país. O pior resultado de sempre. Espero que os dirigentes responsáveis tenham o bom senso de sair definitivamente de cena e dar lugar aos novos", afirmou.

Quando ainda falta atribuir uma câmara, o PSD contabiliza a vitória em 72 autarquias sozinho, a que se somam outras 41 em coligações lideradas pelos sociais-democratas, num total de 113 concelhos.

Há quatro anos, o PSD teve o seu pior resultado autárquico de sempre, que levou à demissão do anterior líder, Pedro Passos Coelho: os sociais-democratas conquistaram 98 presidências (79 sozinhos e 19 em coligação), perdendo um total de oito câmaras em relação a 2013, quando lideravam 106 municípios.

Lusa

Governo dos Açores promete cooperação leal e imparcial com autarcas eleitos

O presidente do Governo Regional dos Açores afirmou esta segunda-feira que os autarcas eleitos na votação de domingo no arquipélago contam com um executivo "cooperante, leal e imparcial no relacionamento com todos".

"O Governo Regional colaborará leal, e de forma isenta, com todas as autarquias dos Açores. Saúdo todos os autarcas eleitos. Contarão com um Governo cooperante, leal e imparcial no relacionamento com todos", afirmou José Manuel Bolieiro, no Palácio de Sant' Ana, sede da Presidência do Governo Regional (de coligação PSD/CDS-PP/PPM), à margem da sessão de apresentação de cumprimentos de despedida ao Comandante Territorial dos Açores da GNR, Coronel Paulo Messias.

Bolieiro deixou uma mensagem de cooperação com todos os eleitos na votação para as autárquicas de domingo, tendo em vista o "desenvolvimento das freguesias, dos concelhos e dos Açores inteiro".

Nos Açores, foram eleitos para a autarquia de Vila do Porto, na ilha de Santa Maria, Bárbara Pereira Torres de Medeiros Chaves (PS), e para a Lagoa, na ilha de São Miguel, a socialista Cristina Calisto.

Ainda na ilha de São Miguel, os concelhos do Nordeste, Ponta Delgada e Ribeira Grande continuam nas mãos do PSD, tendo sido eleitos António Miguel Soares, Pedro Nascimento Cabral e Alexandre Gaudêncio, respetivamente.

Nas Câmaras de Povoação e Vila Franca do Campo, saíram vencedores os socialistas Pedro Nuno de Sousa Melo e Ricardo Rodrigues.

Na ilha Terceira, o concelho de Angra de Heroísmo continua gerido por Álamo Meneses, do PS, e na Vila da Praia da Vitória a presidência foi conquistada por Vânia Ferreira, eleita pela coligação PSD/CDS-PP.

No concelho de Santa Cruz da Graciosa, o novo presidente de Câmara é António Reis, eleito pela coligação PSD/CDS-PP/PPM.

Na ilha de São Jorge, a liderança autárquica manteve-se inalterada: na Calheta, saiu vencedor o movimento Independente de Décio Pereira e, nas Velas, ganhou Luís Silveira, do CDS-PP.

No concelho das Lajes do Pico, foi eleita Ana Catarina Terra Brum (PS), em São Roque do Pico Luís Silva (PSD) e na Madalena José Soares (PSD).

Na Horta, único concelho da ilha do Faial, terminou um ciclo de 32 anos de governação socialista com a eleição de Carlos Ferreira (PSD/CDS-PP/PPM).

Em Lajes das Flores, foi escolhido Luís Maciel (PS), em Santa Cruz das Flores venceu José Mendes (PS) e, no Corvo, foi escolhido José Silva (PS).

Lusa

Coligação PSD/CDS-PP com maioria absoluta no Funchal

A coligação PSD/CDS-PP venceu com maioria absoluta as eleições autárquicas de domingo no Funchal, quando estão apurados os resultados das 10 freguesias do concelho, segundo os dados provisórios do Ministério da Administração Interna.

A coligação PSD/CDS-PP, encabeçada pelo social-democrata Pedro Calado (que saiu do Governo da Madeira para tentar recuperar o município para o partido), alcançou seis mandatos, com 46,95%, e a coligação "Confiança" (PS/BE/PAN/MPT/PDR) ficou com cinco mandatos, com 39,74%

Com este resultado, o PS perde uma presidência municipal que tinha conseguido em 2013, quando os sociais-democratas perderam pela primeira vez a liderança do Funchal em democracia. No atual mandato, a coligação "Confiança" tem maioria absoluta.

Carlos Moedas: "Não vamos falhar as nossas promessas"

Carlos Moedas prometeu esta segunda-feira, no início de um almoço com trabalhadores da higiene urbana da autarquia, que irá cumprir o programa eleitoral. "Não vamos falhar as nossas promessas", afirmou o cabeça de lista da coligação Novos Tempos Lisboa (PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança) antes deste encontro, que tinha prometido que aconteceria se vencesse.

"É apenas uma promessa. Estou aqui para cumprir", disse acerca deste almoço no refeitório municipal do Polo Olivais 2 COR, garantindo que irá "ouvir as pessoas, trabalhar com as pessoas". "Disse sempre que estarei do lado dos mais frágeis", lembrou, reafirmando que é um "homem de consensos".

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Novo presidente de Alter do Chão (PSD/CDS-PP) focado nas pessoas

O presidente eleito da Câmara de Alter do Chão (Portalegre), Francisco Miranda (PSD/CDS-PP), apontou esta segunda-feira como "linhas fortes" do seu mandato o apoio aos setores da educação, social e do associativismo.

"O imediato é ter um olhar diferente sobre a realidade de Alter do Chão que, infelizmente, por causa da pandemia [covid-19], se já era má, se agravou ainda mais", argumentou.

O autarca, que conquistou o município com maioria absoluta ao socialista Francisco Reis, que está a cumprir o primeiro mandato naquele concelho alentejano, quer desenvolver uma gestão que seja focada num "olhar diferente" para os problemas dos munícipes.

"Um olhar diferente no apoio às famílias, um olhar diferente no apoio ao setor social, um olhar diferente sobre o apoio que a câmara pode prestar ao associativismo de Alter", área em que o concelho é "riquíssimo", mas que tem sido descurada "nos últimos anos", afiançou.

Francisco Miranda reconheceu, no entanto, que não possui em carteira "grandes projetos" para o concelho e que as pessoas vão ser o "foco" principal da sua gestão.

"Em termos de grandes projetos para Alter eu não tenho nenhum. Não tenho absolutamente nenhum. Os meus projetos são virados para as pessoas que aqui vivem, [para] dar-lhe uma melhor qualidade de via, apoiar naquilo que for possível" de forma a auxiliar "aqueles que resistem em viver neste nosso Alentejo", disse.

Contactado pela Lusa, o candidato derrotado a este município, Francisco Reis, que se candidatava a um segundo mandato pelo PS, não encontra explicações para a derrota nas eleições autárquicas de domingo.

"Não faço a mínima ideia do que terá sido" o motivo da derrota, porque "fiz um trabalho excelente, trabalhámos muito, fizemos aquilo que costumavam fazer e mais do que aquilo que tínhamos previsto fazer", afirmou.

O atual executivo camarário é composto por três eleitos do PS e dois da coligação PSD/CDS-PP.

No próximo mandato, fruto dos resultados eleitorais de domingo, o 'tabuleiro' político inverte-se. Com a conquista da câmara pelo PSD/CDS-PP, o novo executivo vai ser formado por três eleitos desta coligação e dois do PS.

No global do distrito de Portalegre, este domingo, o PS foi a força política mais votada, com 39,78% dos votos, e conquistou seis câmaras, mas, face às eleições de 2017, perdeu duas.

Os socialistas mantiveram as câmaras de Sousel, Ponte de Sor, Gavião, Crato, Nisa e Campo Maior, tendo perdido os municípios de Alter do Chão para o PSD/CDS-PP e o de Elvas para o Movimento Cívico por Elvas.

Embora com menos votos do que o PS termos absolutos, o centro-direita ganhou mais municípios. A coligação PSD/CDS-PP ganhou três câmaras (Portalegre, Alter do Chão e Marvão) e 14,55% dos votos, enquanto o partido de Rui Rio sozinho ganhou outras três autarquias (Fronteira, Castelo de Vide e Arronches) e 9,32% dos votos.

A CDU, com duas câmaras conquistadas, mantendo as maiorias absolutas (Avis e Monforte), obteve 13,90% dos votos.

Lusa

Grupo de moradores da Feira não votou em protesto contra "esgotos a céu aberto"

Um grupo de 50 moradores da freguesia de São Miguel do Souto, no concelho de Santa Maria da Feira, revelou esta segunda-feira não ter votado nas autárquicas de domingo em protesto contra esgotos por tratar na Rua da Amieira.

Armando Silva é um dos porta-vozes desse grupo de habitantes do distrito de Aveiro e diz-se "farto de promessas por gente que tem o problema por resolver há uns 10 anos e só sabe aparecer na época de eleições, com saquinhos, canetas e papéis para dar, como se isso resolvesse alguma coisa".

Na origem do problema está a estrutura incompleta do sistema de saneamento dessa rua, cuja conduta principal "já foi instalada há muitos anos, mas nunca foi concluída", pelo que, sem ligação à rede principal, as habitações da Rua da Amieira continuam a funcionar com recurso a fossas que frequentemente extravasam.

"Ninguém ligou os tubos das casas às redes e, de tempos a tempos, como agora mal há camiões para despejar as fossas, os esgotos saem por aí fora, ficam a céu aberto e ficam a escorrer para os campos", disse Armando Silva.

O porta-voz dos moradores admitiu que a ligação ao saneamento foi sendo atrasada devido a problemas relacionados com "a estação elevatória e a propriedade dos terrenos", mas realçou que a população "está farta de desculpas".

"A Câmara é PSD, a Junta de Freguesia é PS e ninguém faz nenhum por nós. Se houvesse cá empresas com dinheiro, tinha-se tudo resolvido depressa; como isto é só para benefício das famílias que aqui vivem, não querem saber de ninguém e, no século XXI, continuamos com esta vergonha à porta há anos e anos", declarou.

Armando Silva reconhece que, em termos práticos, a recusa dos 50 moradores da Rua da Amieira em votar nas eleições de domingo só terá contado como abstenção, mas diz que o grupo optou por não fazer boicotes nem protestos junto às mesas de voto para não perturbar o normal funcionamento do escrutínio nem impedir o exercício dos direitos da restante população.

"Íamos lá votar em quem? Nenhum deles merece o nosso voto! Por isso é que ficámos em casa e deixámos passar o domingo sem arranjar problemas a ninguém. Mas agora que passaram as eleições, podem ter a certeza de que vamos fazer barulho para a Câmara, porque estamos fartos que só se lembrem de nós quando é para aqui vir com o saquinho dos brindes, como se fossemos tolos", concluiu.

Nas eleições autárquicas de domingo, o PSD manteve o município de Santa Maria da Feira, onde Emídio Sousa elegeu sete vereadores (48,91%) e o PS quatro (30,09%).

Lusa

CDS-PP mantém câmaras mas perde votos sozinho face a 2017

O CDS-PP conseguiu manter nas autárquicas de domingo as seis câmaras municipais a que preside mas perdeu votos onde concorreu sozinho, tendo conseguido, segundo os dados provisórios, 1,49% dos votos.

Numa altura em que faltavam apurar quatro freguesias, o CDS-PP tinha 1,49% dos votos (cerca de 74 mil) nas listas onde concorreu sozinho para câmaras municipais.

Há quatro anos, em 2017, os centristas alcançaram 2,59% em listas próprias a municípios, com cerca de 134 mil votos.

Nas eleições autárquicas, o CDS conseguiu também manter as seis câmaras que lidera - Velas (Açores), Santana (Madeira), Ponte de Lima (Viana do Castelo), Vale de Cambra, Oliveira do Hospital e Abergaria-a-Velha (Aveiro).

Segundo os dados disponibilizado pela secretaria-geral do Ministério da Administração Interna com 99,87% da contagem completa, dos municípios que lidera, o CDS alcançou a votação mais alta em Velas, nos Açores (aumentando de 53,62% para 66,34% dos votos).

Naquele concelho, conseguiu aumentar os vereadores eleitos de três para quatro, o que também aconteceu em Oliveira do Bairro, mas perdeu um em Ponte de Lima.

Durante a campanha, o presidente do CDS-PP traçou como meta eleger mais autarcas e melhorar o resultado de há quatro anos, e hoje disse que o partido "superou todos os objetivos".

No seu discurso, o líder elencou que o partido "ganhou todas as suas seis câmaras com maioria absoluta" e aumentou "expressivamente o número de autarcas face a 2017", tendo conseguido também ganhar mais câmaras em coligação com o PSD.

Em termos de autarcas, disse que, aquando da sua intervenção, à meia-noite, o CDS tinha conseguido "largas dezenas" de eleitos acima dos dois mil, valor alcançado há quatro anos.

O CDS-PP apresentou candidatos em 251 municípios, 135 dos quais em coligação, maioritariamente com o PSD, num total de cerca de 20 mil candidatos.

Francisco Rodrigues dos Santos, que foi cabeça de lista à Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital, foi eleito deputado municipal mas a coligação que integrou não conseguiu ter a lista mais votada.

O CDS festejou também, entre outras, a vitória do independente Rui Moreira, no Porto, que os centristas apoiaram, do social-democrata Carlos Moedas (coligação PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança) em Lisboa, e do antigo bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, em Coimbra, (coligação PSD/CDS-PP/Nós, Cidadãos!/PPM/Volt/RIR /Aliança).

Há quatro anos, o CDS tinha conseguido aumentar de um para quatro os vereadores eleitos em Lisboa, o que levou a líder de então e candidata à câmara da capital, Assunção Cristas, a falar numa "noite histórica" para o partido. Nestas eleições, apesar de a coligação ter ganho a capital, o CDS diminuiu a sua representação no executivo, tendo conseguido três eleitos: Filipe Anacoreta Correia, Diogo Moura e Laurinda Alves.

Também na Assembleia Municipal, onde a coligação "Novos Tempos" teve mais votos, a cabeça de lista foi indicada pelo CDS-PP.

Lusa

Livre satisfeito com perda de maioria absoluta dos independentes no Porto

O cabeça de lista do Livre à Câmara do Porto, Diamantino Raposinho, considerou hoje que o resultado do seu partido ficou "àquem das expectativas", mas disse-se satisfeito com perda da maioria absoluta do candidato vencedor, o independente Rui Moreira.

"É bom para a cidade que Rui Moreira tivesse perdido a maioria absoluta", afirmou.

O independente Rui Moreira foi reeleito no domingo presidente da Câmara do Porto, sem maioria no executivo, e o BE elegeu um vereador pela primeira vez, enquanto o PS perdeu um e o PSD duplicou o mandato de 2017.

Em 2013, quando foi eleito pela primeira vez, o independente conseguiu conquistar 39,25% dos votos e seis vereadores, contra três do PS, três do PSD/PPM e um da CDU.

Sobre os resultados do Livre, afirmou que "esperava mais" na eleição da Assembleia Municipal, dizendo que o Livre foi afectado pelo "voto útil" na sua área política, provavelmente no Bloco de Esquerda, embora uma análise ao detalhe esteja ainda por fazer.

Na eleição para a câmara Municipal, o Livre recolheu a preferência de 464 eleitores, o correspondente a 0,46% dos votos expressos.

Além do Movimento independente "Rui Moreira: Aqui há Porto" (apoiado por IL, CDS, Nós Cidadãos, MAIS) e do Livre (Diamantino Raposinho), foram a votos no Porto o PS (Tiago Barbosa Ribeiro), PSD (Vladimiro Feliz), CDU (Ilda Figueiredo), Bloco de Esquerda (Sérgio Aires), PAN (Bebiana Cunha), Chega (António Fonseca), PPM (Diogo Araújo Dantas), Volt Portugal (André Eira) e Ergue-te (Bruno Rebelo).

Na eleição da Câmara Municipal do Porto e com o escrutínio provisório fechado nas sete freguesias do Porto, o movimento independente Rui Moreira: Aqui Há Porto! obteve 40,72% dos votos, elegendo seis vereadores, não tendo conseguido reeditar a maioria absoluta conquistada nas autárquicas de 2017.

Seguiram-se o PS, com 18,02% (três mandatos), PPD/PSD (17,25% e dois mandatos), PCP-PEV (7,51%, um mandato), Bloco de Esquerda (6,25%, um mandato), Chega (2,93%), PAN (2,79%), Livre (0,46%), VP (0,42%), PPM (0,21%) e Ergue-te (0,08%).

Lusa

BE perde votos e vereadores, mas concretiza dois objetivos

O BE falhou nestas eleições o objetivo de aumentar a sua representação autárquica e, pelo contrário, teve uma perda expressiva de votos e vereadores, mas conseguiu manter-se no executivo de Lisboa e estrear-se na Câmara do Porto.

Antecipando "uma noite longa", a coordenadora do BE, Catarina Martins, falou cedo no Capitólio e ainda quase sem resultados finais fechados, o que fazia prever que estas eleições não trariam boas notícias para as hostes bloquistas.

Foi só madrugada dentro, já perto das 05:00, que veio a confirmação de dois dos objetivos que tinham sido traçados ao longo da campanha: manter o mandato na Câmara de Lisboa (e eleger Beatriz Gomes Dias) e chegar, pela primeira vez na história do partido, à Câmara do Porto (com a eleição de Sérgio Aires).

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Ergue-te explica último lugar no Porto com novo nome e concorrente direto

O cabeça de lista do Ergue-te à Câmara do Porto associou esta segunda-feira a última posição obtida localmente pelo partido à mudança de nome (antigo PNR) e à concorrência do Chega na mesma área política, com um autarca em funções.

A dificuldade do Ergue-te em passar a mensagem fora dos períodos eleitorais foi outra das razões apontadas por Bruno Rebelo para o partido se ficar pelos 80 votos, o correspondente a 0,08%, a votação mais baixa de todas as formações concorrentes, segundo os resultados provisórios finais divulgados esta madrugada pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (MAI).

"Tivemos um resultado muito aquém do esperado", disse o candidato, precisando que o partido registou menos votos, mas cresceu percentualmente de 0,02 para 0,08%.

Procurando razões para o resultado inexpressivo, Bruno Rebelo referiu-se à mudança de nome de partido, de PNR para Ergue-te, e a concorrência, em área política similar, do Chega, "ainda por cima com um presidente de Junta, mas que também não teve um resultado por aí além" enquanto candidato à presidência do município, frisou, numa alusão a António Fonseca, até aqui presidente da junta no Centro Histórico do Porto.

Declarando que o Ergue-te teve "uma boa cobertura mediática, completamente isenta" durante a campanha, queixou-se, contudo, do acompanhamento da atividade do partido pelos 'media' fora dos tempos eleitorais.

O independente Rui Moreira foi reeleito no domingo presidente da Câmara do Porto, sem maioria no executivo, e o BE elegeu um vereador pela primeira vez, enquanto o PS perdeu um e o PSD duplicou o mandato de 2017.

Na eleição da Câmara Municipal e com o escrutínio provisório fechado nas sete freguesias do Porto, o movimento independente Rui Moreira: Aqui Há Porto! obteve, 40,72% dos votos, elegendo seis vereadores, não tendo conseguido reeditar a maioria absoluta conquistada nas autárquicas de 2017.

Seguiram-se o PS, com 18,02% (três mandatos), PPD/PSD (17,25% e dois mandatos), PCP-PEV (7,51%, um mandato), Bloco de Esquerda (6,25%, um mandato), Chega (2,93%), PAN (2,79%), L (0,46%), VP (0,42%), PPM (0,21%) e Ergue-te (0,08%).

Lusa

Sabrosa com 67,57% de votantes, 7 candidatos e a vitória da primeira mulher

Dos 6.245 eleitores inscritos no concelho de Sabrosa, votaram 4.220 (67,57%) nas eleições autárquicas de domingo, que foram disputadas por sete candidaturas e ganhas pelo PS liderado por Helena Lapa, mas sem maioria.

No distrito de Vila Real, Sabrosa foi o município com mais candidaturas apresentadas a este ato eleitoral.

O atual presidente Domingos Carvas (PS) não se recandidatou a um segundo mandato, alegando razões pessoais, e a candidatura socialista, encabeçada por Helena Lapa, venceu as eleições com 1.218 votos (28,86%) e dois mandatos.

Helena Lapa é a primeira mulher eleita para a presidência de uma câmara no distrito de Vila Real. Teresa Rabiço (PS), atual presidente da câmara de Mondim de Basto, assumiu o cargo depois de Humberto Cerqueira ter renunciado ao mandato em 2020.

Em segundo lugar em Sabrosa ficou a candidatura independente "Já!", liderada por António Araújo, que obteve 1.153 votos (27,25%) e conquistou também dois mandatos.

António Araújo foi o cabeça de lista pelo PSD, em Sabrosa, nas eleições autárquicas de 2013 e 2017, tendo em 2021 o partido escolhido Mário Varela para candidato à presidência da câmara.

Nestas eleições os sociais-democratas ficaram em terceiro lugar com 1.150 votos (27,25 %) e um mandato.

O ato eleitoral foi renhido neste concelho, com Helena Lapa a vencer por uma diferença de 65 votos para o segundo classificado, António Araújo, que, por sua vez, ficou à frente por três votos de Mário Varela.

O CDS-PP, que apoiou a candidatura de independentes liderada por Eduardo Mesquita, foi a quarta força política, com 7,94% e 335 votos.

Neste ato eleitoral apresentaram-se ainda a eleições a lista independente "Justiça e Futuro", encabeçada por António Soares, que teve 126 votos, José Veiga pela CDU obteve 57 votos e 43 pessoas votaram no Chega, que tinha como cabeça de lista António Franco.

O concelho do distrito de Vila Real registou uma votação expressiva no domingo com 4.220 dos 6.245 eleitores inscritos a irem votar, ou seja, com 67,57% de votantes. A percentagem de votantes a nível nacional foi 53,57%.

Segundo os resultados preliminares dos Censos 2021, Sabrosa tem 5.556 residentes.

No distrito de Vila Real, o PS ganhou em sete câmaras e o PSD em outras sete, sendo que, em Alijó, está coligado com o CDS-PP.

A única câmara que mudou de cor política nestas eleições foi Mondim de Basto, onde o PSD recuperou o poder perdido em 2009 para o PS.

Lusa

Livre/Leiria faz balanço positivo apesar de não ter nenhum eleito

O cabeça de lista do Livre à Câmara de Leiria nas eleições de domingo fez esta segunda-feira um balanço positivo da sua candidatura, cujo resultado "prova haver pessoas que querem realmente uma voz mais progressista e mais ecologista" no concelho.

Filipe Honório, comentando os resultados para a Câmara Municipal -- órgão que se mantém com oito eleitos do PS e três do PSD -, disse à agência Lusa que "há uma vitória clara do PS", com as pessoas a optarem "por um projeto de continuidade", mas os votos no Livre mostram "haver pessoas que querem realmente uma voz mais progressista e mais ecologista em Leiria".

Sem que o Livre tenha elegido qualquer elemento para a os dois órgãos a que concorreu no concelho - Câmara Municipal (401 votos) e Assembleia Municipal (495) -, o candidato sublinhou que, "se há um dado importante é o facto de a extrema-direita não chegar à vereação da Câmara de Leiria", apesar de o Chega conseguir alcançar o terceiro lugar para aqueles dois órgãos.

A entrada de novos partidos na corrida autárquica -- como foram os casos do Livre, do Chega e da Iniciativa Liberal -- foi também destacado por Filipe Honório, que aponta para uma "reconfiguração do espaço político", ao mesmo tempo que realça o trabalho feito pelo Núcleo Distrital do Livre, criado apenas em 25 de abril deste ano.

"Sabíamos que o trabalho seria muito difícil num concelho mais tradicional, mais conservador. Portanto, nunca tivemos ilusões quanto à dificuldade da tarefa que tínhamos", disse Filipe Honório à agência Lusa, acrescentando esperar que o executivo autárquico liderado pelo socialista Gonçalo Lopes "possa ter em conta aquilo que foram muitos dos problemas levantados pelo Livre, particularmente na área ambiental".

Apesar de não ter nenhum eleito, o Livre vai acompanhar o trabalho da autarquia de perto, de uma forma organizada que a estrutura do Núcleo distrital permitirá, com vista a "ter uma voz mais constante e presente na vida das pessoas", com os olhos postos nas eleições de 2025.

"Não tenho dúvidas que daqui a quatro anos estaremos com resultados superiores aos que alcançámos ontem [domingo]", afirmou Filipe Honório.

O PS venceu as eleições autárquicas de domingo em Leiria com maioria absoluta e reconduziu Gonçalo Lopes na presidência da câmara, depois de apurados os resultados nas 18 freguesias, segundo dados provisórios do Ministério da Administração Interna.

O PS conquistou a capital de distrito com 52,47% dos votos, o que corresponde a oito mandatos, enquanto o PSD foi o segundo mais votado, com 22,38% e alcançou três mandatos.

O Chega, sem qualquer elemento eleito, foi o terceiro partido mais votado, com 5,67%.

Concorreram à Câmara de Leiria nestas eleições autárquicas o presidente da Câmara, Gonçalo Lopes (PS), Álvaro Madureira (PSD), Luís Paulo Fernandes (Chega), Marcos Ramos (Iniciativa Liberal), Luís Miguel Silva (BE), Fábio Seguro Joaquim (CDS-PP/MPT), Sérgio Silva (CDU), Filipe Honório (Livre) e Pedro Machado (PAN).

Lusa

Um inesperado passo atrás no terceiro mandato de Rui Moreira

Autarca foi reeleito, mas a esperada vitória trouxe um inesperado revés: os resultados conhecidos ao fim da noite apontavam para Rui Moreira perder a maioria absoluta, falhando também outros dois objetivos assumidos: a primeira maioria absoluta na Assembleia Municipal e a vitória na mais populosa freguesia da cidade, Paranhos.

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Coligações ganham 58 câmaras, mais 17 do que em 2017

O número de câmaras ganhas por coligações aumentou para 58, mais 17 do que as 41 registadas nas últimas eleições autárquicas, segundo o portal de dados estatísticos EyeData, disponível em www.lusa.pt.

Numa altura em que os resultados de 98% das freguesias estão apurados, 58 das 308 câmaras foram ganhas por coligações de partidos.

A coligação PSD/CDS-PP no concelho de São Vicente, Madeira, ganhou com a maior percentagem de votos (70,48%).

No sentido oposto, a CDU, coligação PCP/PEV, em Évora ganhou com a menor percentagem de votos (27,44%).

Lusa

Chega elege 19 vereadores, mas falha objetivo de ser terceira força

O Chega elegeu 19 vereadores nas eleições autárquicas de domingo, passando a marcar presença em sete distritos do país, mas falhou o objetivo de se tornar na terceira força política nacional, ficando atrás da CDU.

Segundo os dados oficiais disponíveis às 08:50, o Chega obteve, nas primeiras eleições autárquicas a que concorreu, 4,17% dos votos, correspondendo a 206.465 votos, perto de metade dos 406.741 da CDU (PCP/PEV).

O partido falha assim o objetivo estipulado pelo seu líder, André Ventura, que ambicionava tornar-se na terceira força autárquica a nível nacional.

Durante a noite eleitoral, André Ventura admitiu que a "vitória não foi total", assumindo a responsabilidade de não ter ficado em terceiro lugar, mas defendeu que o partido "fez história" em Portugal.

DN/Lusa

PAN falha objetivo de eleger vereação mas consegue deputados em novas autarquias

O Pessoas-Animais-Natureza (PAN) falhou este domingo o objetivo de eleger vereação em câmaras mas conseguiu representação municipal ou em assembleias de freguesia em localidades do país onde não tinha eleito até agora.

De acordo com dados relativos às 04:00, a nível nacional, o PAN obteve um resultado de 1,13%, correspodente a 55.511 votos. Estes resultados não foram suficientes para o partido atingir o objetivo de eleger vereação, nomeadamente em autarquias como Aveiro, Cascais, Porto, Lisboa e Almada.

Quanto a Assembleias Municipais, o PAN conseguiu, até às 04:00 de domingo, eleger 22 deputados municipais até às 04:00 de hoje sozinho - entre eles, um deputado em Lisboa - e mais quatro em coligação: dois deputados municipais em Aveiro (com o PS), um em Cascais (com o PS e Livre), tendo recuperado o deputado municipal no Funchal (com PS, BE, MPT, PDR e Nós, Cidadãos!) que tinha perdido em 2017, de acordo com fonte partidária.

A nível municipal, destaca-se o facto de o PAN ter conseguido eleger deputados em autarquias nas quais não tinha representação, como Olhão, Portimão, Braga, Valongo ou Trofa, entre outros.

Já ao nível das Assembleias de Freguesia, o partido tem até ao momento eleitos 16 deputados em candidaturas autónomas, de acordo com dados do Ministério da Administração Interna e mais dois em coligações - o que ultrapassa em larga escala os seis deputados em freguesias eleitos em 2017.

Com uma nova líder eleita no congresso de junho - Inês Sousa Real, que sucedeu a André Silva -, o PAN concorreu este ano a 43 câmaras municipais, 44 assembleias municipais e 69 juntas de freguesia e integrou três coligações.

Lusa

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BE elegeu vereador no Porto

O Bloco de Esquerda elegeu pela primeira vez um vereador no Porto, o sociólogo Sérgio Aires.

Aos 52 anos, deu ao Bloco o que o partido esperava há 22 anos: um vereador no Porto, no Norte, no que foi "um dia histórico" para os bloquistas na cidade, disse o próprio candidato.

Iniciativa Liberal elege 25 deputados municipais mas falha eleição de vereadores

A Iniciativa Liberal (IL) elegeu 25 deputados municipais nas autárquicas de domingo mas falhou a eleição de vereadores, numa eleição em que obteve 63 mil votos nos concelhos onde concorreu sozinho.

Segundo dados oficiais, cerca das 05:00, a Iniciativa Liberal (IL), nas primeiras eleições autárquicas a que concorreu, obteve 1,29% dos votos, o correspondente a 63.870 votos no total dos concelhos onde se apresentou sozinho.

Tendo concorrido a 53 câmaras (46 sozinho e sete em coligação), o partido não conseguiu, no entanto, eleger qualquer vereador, ficando pelos 25 deputados municipais eleitos sobretudo em centros urbanos (como Lisboa, Porto, Guimarães, Ponta Delgada ou Faro) e por 43 vogais de juntas de freguesia.

Durante a noite eleitoral, o presidente da IL, João Cotrim Figueiredo, reconheceu que o partido "não ganhou estas eleições", frisando, no entanto, que "ganhou o futuro".

Em Lisboa, onde o partido tinha rejeitado participar na coligação "Novos Tempos" (PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança) de Carlos Moedas, optando por concorrer individualmente com Bruno Horta Soares, o partido falhou o seu objetivo de eleger um vereador, mas terá três deputados municipais e 14 vogais de juntas de freguesia.

No Porto, o partido apoiou o movimento independente de Rui Moreira, que voltou a ganhar as eleições, mas perdeu a maioria absoluta, tendo o presidente da IL, João Cotrim Figueiredo, afirmado que uma derrota no Porto "não era uma derrota da IL".

Fundado em 2017, a Iniciativa Liberal concorreu pela primeira vez em eleições autárquicas.

DN/Lusa

PS tem 10 câmaras do distrito de Lisboa mas direita conquista capital

O PS continua a ser o partido com mais câmaras no distrito de Lisboa e elegeu 10 dos 16 presidentes nas eleições de domingo, mas perdeu a capital para a coligação de direita encabeçada pelo social-democrata Carlos Moedas.

Tal como em 2017, ano das anteriores autárquicas, o PS elegeu 10 presidentes de câmara no distrito de Lisboa no domingo, segundo os resultados provisórios publicados pelo Ministério da Administração Interna, porque perdeu as eleições na maior cidade do país, que governava há 14 anos consecutivos, mas conquistou Loures à CDU (PCP/PEV).

Os socialistas mantiveram a liderança em nove municípios do distrito: Alenquer, Amadora, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Sintra, Torres Vedras, Vila Franca de Xira, Lourinhã e Odivelas.

Em seis das câmaras que ganhou, o PS teve maioria absoluta (Alenquer, Azambuja, Arruda dos Vinhos, Torres Vedras, Lourinhã e Odivelas).

Em Sintra, onde Basílio Horta foi eleito para mais um mandato, o PS perdeu a maioria que tinha no executivo, ao conseguir cinco mandatos dos 11 possíveis.

A coligação PSD/CDS-PP/Aliança/MPT/PPM obteve quatro mandatos em Sintra, o Chega - que se estreou no domingo em autárquicas - conseguiu um mandato e a CDU outro.

Já o PSD elegeu quatro presidentes de câmara no distrito de Lisboa, dois deles em coligações com outros partidos.

Foi este o caso de Lisboa, onde Carlos Moedas foi eleito numa coligação que juntou PSD, CDS-PP, Aliança, MPT e PPM, e de Carlos Carreiras (PSD/CDS-PP), que conquistou o seu terceiro mandato em Cascais.

As outras duas câmaras em que o PSD ganhou foram Cadaval e Mafra, concelhos que já governava.

Em Cascais, Cadaval e Mafra estas vitórias foram com maioria absoluta nos executivos municipais, mas em Lisboa a candidatura de Carlos Moedas obteve sete mandatos, o mesmo número do que o PS, que recandidatou Fernando Medina.

Carlos Moedas foi eleito presidente da Câmara de Lisboa com 34,25% dos votos, contra 33,30% de Fernando Medina, numa diferença de cerca de 2.300 votos entre os dois.

Para o executivo da cidade de Lisboa entraram também dois vereadores da CDU e um do Bloco de Esquerda, tal como aconteceu em 2017.

No domingo, a CDU passou a ter apenas uma câmara no distrito de Lisboa, Sobral de Monte Agraço, que já governava e onde manteve a maioria absoluta no executivo, ao conseguir três mandatos (os outros dois foram distribuídos por PS e por PSD/CDS-PP).

Os comunistas perderam Loures, onde se recandidatou Bernardino Soares, mas obtiveram o mesmo número de mandatos do que o PS (quatro cada). O PSD ficou com dois mandatos neste concelho e o Chega conquistou aqui um vereador.

Como em 2017, em Oeiras voltou a vencer, com maioria absoluta, um movimento de independentes liderado por Isaltino Morais, antigo autarca e ministro do PSD, que conseguiu 50,86% dos votos, correspondentes a oito mandatos, mais dois do que os que já tinha.

Nas eleições de domingo, votaram 47,25% dos 1.928.996 de eleitores inscritos no distrito de Lisboa, que votaram para eleger um total de 152 mandatos.

Lusa

PS mantém a Câmara de Castelo Branco

O PS venceu as eleições autárquicas de domingo em Castelo Branco, quando estão apurados os resultados nas 19 freguesias do concelho, segundo dados provisórios do Ministério da Administração Interna.

O novo presidente da Câmara de Castelo Branco é Leopoldo Rodrigues, depois de obter 35,95% dos votos e três mandatos. Em segundo lugar ficou o Sempre - Movimento Independente, encabeçado por Luís Correia, com 31,65% dos votos e três mandatos.

A coligação PSD/CDS-PP/PPM ficou em terceiro lugar, com 11,47% dos votos e um mandato.

Esta autarquia era liderada pelo socialista José Augusto Alves, que substituiu Luís Correia, eleito em 2017 pelo PS, mas que nestas eleições concorreu como independente.

Lusa

Independentes vencem em 19 concelhos, mais três do que 2017

As candidaturas independentes conquistaram no domingo pelo menos 19 câmaras municipais (nove das quais com maioria absoluta), mais três do que em 2017, com um total de 274.389 votos, de acordo com os dados do Ministro da Administração Interna.

As câmaras do Porto (Rui Moreira), de Oeiras (Isaltino Morais), da Figueira da Foz (Pedro Santana Lopes) e de Elvas (José António Rondão Almeida) foram algumas autarquias ganhas por estes candidatos independente, inclusive a partidos como PS, PSD ou CDU.

Os dados reportam-se ao momento em que estavam apurados 99,58% dos votos no país, dando também conta da eleição de 132 mandatos no total das câmaras municipais.

Segundo a Comissão Nacional de Eleições (CNE), terão sido apresentadas cerca de 1.035 listas de grupos de cidadãos eleitores (GCE).

Este número das chamadas candidaturas independentes é semelhante ao de 2017, ano das anteriores autárquicas, quando se apresentaram 948 listas de cidadãos às freguesias e mais 93 às câmaras.

Em 2017, os candidatos dos denominados movimentos independentes venceram 12 das 16 câmaras conquistadas por maioria absoluta, enquanto este domingo, dos 19 municípios conquistados, nove foram ganhos por maioria absoluta.

Há quatro anos, os movimentos independentes obtiveram 348.875 votos.

Além disso, também elegeram mais 10 presidentes de junta, num total de 409, obtendo 404.536 votos.

Lusa

Mulheres ganham 9% das câmaras, menos do que em 2017

Das 308 câmaras do país, 28 foram ganhas por uma mulher, o que corresponde a aproximadamente 9% do total e menos do que as 32 autarcas eleitas em 2017, segundo o portal de dados estatísticos EyeData, disponível em www.lusa.pt.

Numa altura em que os resultados de 98% das freguesias estão apurados, o PS foi o partido que mais elegeu mulheres para presidente de câmara, com 18 das 28, o que corresponde a 12,86% do total de câmaras que o partido venceu.

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CDU perde um terço dos bastiões, queda de Loures foi surpresa

A CDU 'chocou' novamente com o PS, que conquistou mais seis municípios à coligação, entre eles três bastiões, mas foi Loures, uma das principais apostas e aparentemente mais segura, a surpresa da noite eleitoral.

Os resultados ainda não são finais, mas às 03:45 e com 21 freguesias por apurar em todo o país, a CDU contabilizava 8,17% dos votos, ou seja, 395.846 votos e o pior resultado em percentagem e em número de votos, abaixo de 2017 (9,45%, ou seja, 489.089 votos). É também a segunda vez que a coligação obtém menos de 500.000 votos em eleições autárquicas.

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Sete câmaras que sempre tinham sido 'fiéis' trocaram de cor política

Sete câmaras municipais trocaram de partido no domingo pela primeira vez desde 1976, mas há 24 que se mantêm fiéis à mesma cor política desde as primeiras eleições autárquicas democráticas.

Três dos tradicionais bastiões da CDU passaram no domingo a ser socialistas. Além destas três, o PS roubou duas autarquias que sempre tinham sido sociais-democratas e o PSD tirou outras duas que nunca tinham deixado de ser socialistas.

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Moreira perde maioria, BE elege um vereador no Porto e PS conquista Vila do Conde

Rui Moreira perdeu a maioria e o BE elegeu o primeiro vereador na Câmara do Porto, nas eleições autárquicas de domingo, nas quais a conquista de Vila do Conde pelo PS foi a única mudança de presidência no distrito do Porto.

De acordo com os dados provisórios da Secretaria-Geral da Administração Interna, o PS venceu em 12 dos 18 concelhos do distrito do Porto, o PSD conseguiu cinco câmaras e o independente Rui Moreira vai continuar por mais quatro anos à frente dos destinos da autarquia do Porto.

Moreira conseguiu seis dos 13 mandatos, menos um do que nas autárquicas de 2017, contra três do PS, liderado por Tiago Barbosa Ribeiro, dois do PSD, que apresentou Vladimiro Feliz, um da CDU e um do Bloco de Esquerda (BE), que elegeu o sociólogo Sérgio Aires.

O BE registou 6,25% dos votos, atrás de Rui Moreira (40,72%), do PS (18,02%), do PSD (17,25%) e da CDU (7,51%), que conseguiu manter um vereador na Câmara do Porto, à semelhança do que aconteceu nas câmaras de Gondomar e de Matosinhos.

Em Vila do Conde registou-se a única mudança de presidente de câmara no distrito. Vítor Costa (PS) elegeu cinco dos oito mandatos no concelho, à frente da atual presidente da câmara, Elisa Ferraz (movimento independente NAU), que conseguiu três vereadores, enquanto o PSD elegeu um.

Lisboa. O povo votou e a noite alongou-se. No final, um só vencedor, mas uma cidade dividida

Dois quilómetros apenas separavam as sedes de campanha dos candidatos apoiados pelos dois maiores partidos do país: Fernando Medina (PS, Livre) e Carlos Moedas (PSD, CDS-PP, Aliança, MPT, PPM). Mas a distância no ambiente era avassaladora. E foi preciso esperar pela madrugada para confirmar a mudança em Lisboa. Carlos Moedas saía vencedor. A noite foi marcada pelo inesperado.

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Bom dia.

Depois de uma noite longa com várias surpresas, acompanhe aqui o "day after" destas autárquicas.