O Bloco de Esquerda dirigiu ao Governo perguntas quanto à participação do mesmo numa cimeira internacional, com organização israelita. Ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação, liderado por Fernando Alexandre, o partido questionou se algum membro do Executivo estará na conferência EduAlcation 2026, a decorrer em Jerusalém.O Bloco lembra "o boicote de vários homólogos internacionais e a recusa de diversos Estados em participar no evento devido à situação humanitária em Gaza", pedindo, portanto, uma "fundamentação política para que Portugal mantenha a sua presença". No caso, vários países recusaram estar em solo israelita enquanto não virem avanços na paz em Gaza e o Bloco indaga se "num contexto de isolamento diplomático de Israel e de conflito militar" a presença na conferência é compatível "com a posição de Portugal face ao respeito pelo Direito Internacional e pelos Direitos Humanos?"A conferência internacional "EduAIcation 2026" está agendada para os dias 2 a 4 de fevereiro de 2026 no Centro Internacional de Convenções de Jerusalém. É organizada pelo Ministério da Educação do Estado de Israel e pretende culminar na assinatura da "Declaração de Jerusalém", um documento de princípios sobre a utilização da IA no ensino. Não foi possível encontrar o texto desse mesmo documento.O partido liderado por José Manuel Pureza acrescenta que a lista de participantes é "reduzida", contando como "representantes Azerbaijão, Arménia, Congo, Panamá, Alemanha e Áustria." A carta é escrita pelo deputado Fabian Figueiredo.Em comunicado de Imprensa, a Plataforma Unitária de Solidariedade com a Palestina manifestou "profunda preocupação perante notícias e sinais públicos de que Portugal poderá estar representado na conferência". Como se sabe o Bloco de Esquerda é extremamente ativo nessa causa e teve a ex-coordenadora, Mariana Mortágua, na flotilha para Gaza.Noutro prisma internacional, o Parlamento Europeu (PE) aprovou, no dia 22 de Janeiro, uma resolução sobre a repressão violenta de manifestantes no Irão, com 562 votos a favor, nove contra e 57 abstenções. Catarina Martins votou com abstenção nessa resolução, Rui Rocha, ex-líder da IL, comentou o caso com críticas. Mas pelo que o DN pôde ler nos dados oficiais da votação, não foi a única portuguesa a manter-se à margem. João Cotrim Figueiredo, da Iniciativa Liberal, Lídia Pereira, do PSD, e António Tânger Correia, do Chega, também se abstiveram..Catarina Martins acaba Presidenciais apoiada por todas as principais figuras do Bloco de Esquerda.Bloco de Esquerda entrega projeto de resolução a pedir que Governo condene intervenção militar na Venezuela