O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, está esta sexta-feira, 30 de janeiro, na região centro, nas zonas afetadas pela depressão Kristin, com o comissário europeu da Energia e Habitação, Dan Jørgensen, e as ministras do Ambiente e da Cultura, Juventude e Desporto.Na Marinha Grande, Leitão Amaro apelou para que a população siga os alertas para os próximos dias sobre os comportamentos adequados. "A chuva vai continuar, os solos estão saturados, pode voltar o vento. Portanto, os próximos dias continuam a ser de alerta e de adaptação", disse.Afirmou que estes "são dias em que damos todos os braços, nós, portugueses, e portugueses com os europeus para, juntos, reerguermos o país e reerguemos esta região centro". "Vamos conseguir, com muito custo", destacou."A dimensão dos prejuízos é brutal, como creio que todos podem observar, em todas as dimensões, desde as infraestruturas públicas ao património natural", declarou.Leitão Amaro fez referência à "quantidade de árvores arrasadas" aos danos em equipamentos desportivos, escolares, nas casas particulares, nos equipamentos industriais e empresarias. "A situação é mesmo terrível nesta região", vincou o governante, dando conta que o ministro da Economia e da Coesão Territorial estava reunido com os autarcas das zonas afetadas. "Temos todas as forças no terreno e a fazer um esforço enorme", assegurou.Após essa reunião referida por leitão Amaro, Castro Almeida disse que os prejuízos devido ao mau tempo são “bastante acima” dos valores registados nos incêndios de 2024 ou 2025.“Eu fui fazendo as minhas contas, evidentemente, ao ouvir a descrição do que estava a ser feito e vou criando um número na minha cabeça, mas são números muito redondos. O que eu lhe digo é que são números bastante acima daquilo que foram os prejuízos nos incêndios do ano 2025 ou do ano 2024”, afirmou aos jornalistas Castro Almeida.“Desta reunião de hoje, eu não pude trazer um número da quantidade dos prejuízos. A esmagadora maioria dos autarcas não arrisca - e compreensivelmente - dar um número de qual é que é o montante de prejuízos de cada concelho. Portanto, é impossível chegar a um valor global”, declarou.O ministro da Economia admitiu que há fábricas que não estão em condições de trabalhar, referindo que "isto vai mexer nas cadeias de produção". "Umas fábricas produzem produtos para outras fábricas e, portanto, as cadeias de produção vão falhar aqui. Vai ser um problema sério", admitiu aos jornalistas."A nossa preocupação foi articular aqui posições e ver qual é a complementariedade, como é que o Governo pode ajudar. O essencial é tratar das pessoas, das condições de sobrevivência das pessoas, têm de ter o que comer, têm de ter onde dormir e depois o seu trabalho", afirmou, referindo que existem situações muito diferenciadas, dando como exemplo um concelho diz que ficou sem telhado em 15 escolas.O governante disse que "ficaram estabelecidos canais para que os autarcas possam cooperar e colocar os problemas junto do Governo". "Há um canal de ligação entre as autarquias e o Governo, foi isso que quisemos criar hoje e facilitar este contacto para que o Governo possa dar a ajudar que tiver que dar", acrescentou Castro Almeida.As críticas de Carneiro. Antes, o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, que esteve reunido com 32 autarcas socialistas dos distritos mais afetados pela depressão Kristin, que lhe fizeram um relato dos danos e um ponto da situação, lançou críticas ao Governo e exigiu eficácia na resposta às populações."A sensação com que se fica é que, mais uma vez, o Governo mostrou insensibilidade e impreparação para antever e gerir atempadamente esta crise. Tinha acontecido no apagão, aconteceu nos incêndios e voltou a acontecer agora", acusou o líder do PS.José Luís Carneiro considerou ainda que a declaração de situação de calamidade "foi tardia". "Não se percebe porque não foi, aliás, acionado o Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil a 28 de janeiro", disse.Afirmou que "não é esta hora para pedir responsabilidades", mas "é hora para exigir eficácia na resposta do Governo às populações". "O Estado não pode falhar aos cidadãos. A solidariedade do Estado não pode ser uma palavra vã", defendeu.Com Lusa."A sensação com que se fica é que, mais uma vez, o Governo mostrou insensibilidade e impreparação", acusa líder do PS