André Ventura à chegada aos Bombeiros de Camarate.
André Ventura à chegada aos Bombeiros de Camarate.TIAGO PETINGA / Lusa

Presidenciais: André Ventura encerra campanha de "todos contra um" com apelo "ao país que está em sofrimento"

Líder do Chega visitou Bombeiros Voluntários de Camarate em mais uma noite de mau tempo e voltou a defender que as eleições deviam ter sido adiadas "quando há pessoas a serem recolhidas de barco"
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O candidato presidencial André Ventura encerrou a campanha eleitoral, que descreveu como de "todos contra um", com uma visita ao quartel dos Bombeiros Voluntários de Camarate, no concelho de Loures, na qual voltou a defender que a segunda volta das eleições presidenciais deveria ter sido adiada uma semana, devido aos efeitos do mau tempo, assumindo que "não pode ser indiferente a um país que está em sofrimento".

"Eu não consigo estar a falar de outro assunto quando há pessoas a serem recolhidas de barco nas suas casas", disse o líder do Chega, que disputa a Presidência da República com António José Seguro. Antes, também ao responder a perguntas de jornalistas, André Ventura reforçara que não existem condições para que os portugueses estejam concentrados na escolha do sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa: "Alguém acha normal que os votos, em determinadas terras, vão ser recolhidos de barco?"

Admitindo que a segunda volta se alterou muito ao longo das últimas três semanas, depois de a ter arrancado apresentado-se como o candidato do espaço não-socialista, mesmo assim Ventura disse que Seguro "quer voltar a um tempo a que não queremos voltar, que é o tempo do socialismo". Algo que, nas palavras do líder do Chega, se caracteriza por "mais pobreza" ou "por a justiça não funcionar".

Face a perguntas sobre a possibilidade de as alterações na sua campanha serem entendidas como uma desistência, Ventura defendeu que está em causa a escolha entre "dois estilos de Presidente da República". E garantiu que, caso seja eleito, será um Chefe de Estado "exigente e que não aceita que morram pessoas por estarem a reconstruir os seus telhados, sem ajuda do Estado".

Também não faltaram críticas aos "supostos notáveis" que apoiaram o seu rival na segunda volta, com André Ventura a dizer, rodeado por deputados do seu partido, como Pedro Pinto, Pedro Frazão, Rui Paulo Sousa e Patrícia Almeida, que "se juntou o sistema político todo contra mim".

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