Ministro Miguel Pinto Luz
Ministro Miguel Pinto LuzANTÓNIO COTRIM/LUSA

Mau tempo. LNEC mandatado para fazer auditoria a todas as infraestruturas críticas

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, disse que a auditoria será feita "nos próximos meses, nos próximos anos".
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O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, anunciou esta segunda-feira (9 de fevereiro) que mandatou o LNEC para efetuar "uma grande auditoria a todas as obras de arte e infraestruturas críticas" na sequência das tempestades que têm afetado o território nacional.

No final de uma reunião com as várias entidades do setor das infraestruturas, Miguel Pinto Luz disse que o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) foi o organismo mandatado para liderar essa auditoria porque as grandes infraestruturas, como "grandes taludes e pontes", não podem "estar em causa em situações limite" como aquelas que têm sido vividas no país.

O ministro das Infraestruturas disse ainda que a auditoria às infraestruturas será feita "nos próximos meses, nos próximos anos".

"Temos de garantir que o legado nas obras públicas é resistente, tem condições de segurança e é fiável para os portugueses que o utilizam todos os dias", acrescentou.

Questionado sobre a estabilidade dos diques do rio Mondego e do rio Tejo, Pinto Luz disse que apesar de não inspirarem "preocupações", estão neste momento "a ser monitorizados em permanência".

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Cristino, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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