O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, foi ouvido na segunda-feira, 23 de fevereiro, pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, sobre a proposta de criação do programa PTRR, destinado à recuperação dos danos provocados pelas recentes tempestades."O Presidente da República foi ontem [segunda-feira] auscultado pelo primeiro-ministro sobre a proposta de criação do programa específico de apoio à reconstrução e recuperação na sequência das recentes tempestades PTRR", lê-se numa nota, de apenas um parágrafo, publicada esta terça-feira, 24, no sítio oficial da Presidência da República na Internet.O Governo aprovou na sexta-feira as linhas gerais do programa Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR)..PTRR. Governo quer todas as freguesias com telefones SIRESP e satélite com ligação ao Starlink. Esta terça-feira, o Presidente da República eleito, António José Seguro, que tomará posse em 09 de março, vai receber o primeiro-ministro, Luís Montenegro, no Palácio Nacional de Queluz, para apresentação formal de cumprimentos e também do programa PTRR, às 16:00.Na quinta-feira, no debate quinzenal na Assembleia da República, o primeiro-ministro manifestou a intenção de envolver os partidos políticos, o atual Presidente da República e o seu sucessor, bem como parceiros sociais, autarquias locais, governos regionais e academia para "um aprofundamento político" do PTRR.Luís Montenegro referiu que tencionava apresentar a versão inicial do PTRR ao Presidente eleito, António José Seguro, durante esta semana, e que contava com "todos os partidos" com representação parlamentar para o seu desenho e aprovação.Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que causaram também centenas de feridos e desalojados.As regiões Centro, de Lisboa e Vale do Tejo e do Alentejo foram as mais afetadas pelas tempestades, que provocaram a destruição de casas, empresas, equipamentos e infraestruturas, o corte de energia, água e comunicações..Marcelo elogia forma como PTRR vai avançar mas aconselha transparência