Deslizamentos de terras na Graça coloca em risco moradores.
Deslizamentos de terras na Graça coloca em risco moradores.D.R.

Bloco de Esquerda questiona Carlos Moedas sobre apoios financeiros aos desalojados na Graça

Carolina Serrão lembra que deslizamentos já tinham acontecido e apresenta um requerimento de modo a ter respostas quanto à sustentabilidade dos edifícios. Sete pessoas foram evacuadas na quarta-feira.
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O Bloco de Esquerda apresentou esta quinta-feira (12) um requerimento ao Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, na sequência do deslizamento de terras ocorrido na freguesia da Graça, que levou a uma evacuação preventiva de sete pessoas de três edifícios, após um “movimento de massas” detetado pela Proteção Civil.

Segundo informações divulgadas pela Proteção Civil Municipal, o deslizamento — motivado pela chuva intensa dos últimos dias — colocou em risco imediato vários edifícios da Rua Damasceno Monteiro, obrigando ao realojamento temporário de uma mãe e de um filho pela autarquia, enquanto os restantes desalojados recorreram a apoio familiar.

A vereadora do Bloco de Esquerda, Carolina Serrão, dirigiu-se esta quinta-feira ao local e escreveu uma nota onde pede explicações ao Executivo e relembra um "problema estrutural e recorrente." Em causa, questiona a instabilidade do talude, falhas de drenagem, que têm levado a danos em habitações e evacuações pontuais. Tal já acontecera em 2010 e 2017.

No requerimento apresentado, o Bloco de Esquerda exige esclarecimentos urgentes sobre "as avaliações técnicas já realizadas pela Proteção Civil, o grau de risco atual dos edifícios evacuados e dos restantes prédios adjacentes e quanto às medidas imediatas de estabilização da encosta. O partido adianta estar atento a uma possível "vistoria estrutural independente" e quanto "a apoios municipais às famílias afetadas."

“Não é aceitável que sucessivos alertas e episódios de instabilidade continuem sem resposta estrutural. A segurança das pessoas deve estar acima de tudo e exige planeamento, investimento e transparência”, afirmou em comunicado Carolina Serrão.

O Bloco avançou recentemente com uma moção na Câmara Municipal para o reconhecimento da tempestade Kristin como fenómeno climático extremo. Lamentou, porém, a rejeição de Carlos Moedas e dos restantes vereadores de direita de que fossem aprovados planos de reforço das infraestruturas e de garantia de apoios financeiros às populações afetadas. No caso, implicaria que o presidente da Câmara de Lisboa fizesse pressão no Governo de Luís Montenegro.

Na reunião de dia 4 da Câmara Municipal, a 13.ª do atual Executivo, o Partido Socialista também questionara Carlos Moedas sobre "o grau de preparação de Lisboa em matéria de prevenção e resposta a tempestades". Os socialistas liderados por Alexandra Leitão queriam esclarecimentos sobre as medidas adotadas na Proteção Civil e a drenagem urbana.

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