Rui Rio acusa Costa de ter feito declarações "inadmissíveis"

O líder do PSD falava com jornalistas no Largo do Chiado, no início da derradeira arruada do PSD nestas legislativas.

O presidente do PSD, Rui Rio, rejeitou hoje e considerou não ser "minimamente admissível" a acusação de António Costa de que o partido teria 'plantado' um incidente na campanha do PS.

O líder social-democrata escusou-se a comentar a exaltação do secretário-geral do PS e primeiro-ministro, António Costa, relativamente a um homem que o abordou para o criticar por estar a gozer "merecidas férias" quando foi o incêndio de Pedrógão que matou 66 pessoas (17 de junho de 2017).

"Relativamente ao episódio prefiro não comentar, apenas lamentar o facto de o dr. António Costa ter dito que a direita - estava a referir-se ao PSD, o PSD não é de direita, mas era isso que estava a dizer - isso é que eu não acho minimamente admissível", reagiu o líder do PSD

Rui Rio tomou nota que António Costa considerou o incidente que teve no Terreiro do Paço como uma provocação "plantada" pela "direita" mas negou qualquer responsabilidade do PSD no acontecido, pegando nas próprias palavras do líder socialista.

"Acho que as pessoas me conhecem. Alguma vez eu ia fazer semelhante coisa? Eu? Por amor de Deus..."

"Lamento que António Costa diga que a direita o fez. Não sei se a direita o fez ou não. O centro não o fez de certeza e penso que a direita também não o fez. Mas eu falo pelo centro, nós no PSD não somos a direita", disse Rui Rio.

Insistindo: "Acho que as pessoas me conhecem. Alguma vez eu ia fazer semelhante coisa? Eu? Por amor de Deus..."

O líder social-democrata sublinhou ainda que faz parte da natureza da política andar na rua em contactos com a população e "na rua ouve-se muita coisa".

Escusou-se no entanto comentar a exaltação de Costa, respondendo apenas à parte em que este politizou o acontecimento.

Nas galerias do Terreiro do Paço, já depois de terminada uma arruada iniciada no Chiado, António Costa exaltou-se com um idoso que lhe disse que estava de "merecidas férias" no dia dos incêndios que mataram 66 pessoas em Pedrógão (17 de junho de 2017).

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