Novo líder do CDS: Um chega p'ra lá no Chega a encerrar o congresso

Os trabalhos do 28.º congresso nacional do CDS já terminaram. Francisco Rodrigues dos Santos sublinhou a importância da unidade interna

Francisco Rodrigues dos Santos produziu o seu primeiro discurso como líder do CDS-PP, no encerramento do 28º congresso nacional do partido, em Aveiro, tentando passar, no essencial, duas mensagens: unidade interna e recusa pelo partido de condicionamentos ideológicos que o descaracterizem, à direita ou à esquerda

Numa intervenção de pouco mais de 20 minutos - e onde já se ouviram algumas propostas de governação -, o sucessor de Assunção Cristas sublinhou, por mais do que uma vez, quanto ao plano interno, que as suas listas foram feitas tendo em conta as "diversas sensibilidades" do partido.

"No Parlamento estará sentado um fantástico conjunto de deputados. A minha Assembleia será o país. Vamos arregaçar as mangas para em 2023 ou quando forem as eleições dar uma nova maioria à direita."

Elogiou a "humildade" de Filipe Lobo d'Ávila - que durante todo o congresso foi seu concorrente à liderança e depois aceitou ser seu primeiro vice-presidente - e ainda também o "fantástico" grupo parlamentar do partido na Assembleia - onde não tem nenhum apoiante, incluíndo nesse elogio o seu principal concorrente à liderança, João Almeida.

Face ao que Cristas defendia, caiu agora a ideia de o CDS ser maior que o PSD. O CDS, disse Rodrigues dos Santos, o que ambiciona é crescer (recuperando eleitores perdidos e acrescentando novos) e contribuir para "uma nova maioria à direita".

"Vamos passar a contar presidentes de câmara e não vereadores."

Crescer autarquicamente também foi um objetivo anunciado para as próximas eleições locais (outubro de 2021): "Vamos passar a contar presidentes de câmara e não vereadores."

"Sejamos claros: à direita lidera o CDS, não lidera nenhum outro partido."

Quanto à autonomia estratégica e doutrinal do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos - que não provocou tanto entusiasmo nas bases como durante o congresso - tanto disparou à esquerda como à direita. À direita denunciou, implicitamente, a sua preocupação com o crescimento do Chega, assegurando: "Sejamos claros: à direita lidera o CDS, não lidera nenhum outro partido." Tentou também pôr o partido com um pé no liberalismo, dando cobertura à Iniciativa Liberal, sublinhando a importância do legado de Lucas Pires no CDS.

Já para a esquerda, disse que recusa deixar-se preocupar por "visões caricaturais" do partido que podem ser tentadas por "uma elitezinha gourmet intelectual de esquerda".

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