"Não temos duas caras, como o CDS", diz Jerónimo

Secretário-geral do PCP lembrou que o PCP quis comissão de inquérito após as investigações mas ficou sozinho nessa pretensão.

O PCP reafirmou esta quinta-feira que se devem "apurar todas as responsabilidades" no caso de Tancos e, em particular, as gravíssimas acusações imputadas" ao antigo ministro da Defesa Azeredo Lopes.

Numa declaração à margem da campanha eleitoral da CDU, em Serpa, Jerónimo de Sousa criticou expressamente o CDS por ter exigido uma comissão de inquérito ao furto de material de guerra em Tancos antes da conclusão das investigações.

"A situação teria sido diferente" se tivesse sido aceite a proposta do PCP de investigar primeiro o caso e só depois criar uma comissão de inquérito. Mas "ninguém nos acompanhou", lamentou Jerónimo de Sousa

Agora, mesmo perante a possibilidade de Azeredo Lopes ter omitido informação à comissão parlamentar de inquérito, o PCP insistiu na necessidade de concluir as investigações.

"Não temos duas caras, como o CDS", acusou o líder comunista, enfatizando que "a justiça tem de ter condições para trabalhar e apurar as responsabilidades" de quem estiver envolvido.

No caso de Azeredo Lopes, "havendo condenação" também tem de ser "apurado se prestou falsas declarações perante a comissão de inquérito", declarou ainda Jerónimo de Sousa.

A declaração do PCP surgiu horas depois da troca de acusações entre os lideres do PSD e do PS sobre o caso de Tancos, feitas após ser conhecida a acusação do Ministério Público contra 23 pessoas, entre civis e militares do Exército e da GNR.

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