Mais uma rodada. Parlamento pronuncia-se sobre elefantes do Camboja e mísseis em dia de Ação de Graças

Esta quarta-feira é dia de votações na Assembleia da República. Não há iniciativas legislativas, apenas votos de condenação e congratulação. São 12 e vão do Camboja à Coreia do Norte, passando pelos Estados Unidos.

A Assembleia da República junta esta quarta-feira mais 12 votos aos 70 já votados nesta legislatura. Entre a dúzia de documentos sobre os quais os deputados se vão hoje pronunciar, conta-se um voto de congratulação do PAN "pelo fim da utilização de elefantes para passeios turísticos no Camboja a partir de 2020", e um voto de condenação do CDS pelo "lançamento pela Coreia do Norte de projéteis em Dia de Ação de Graças dos EUA".

O voto apresentado pelos centristas refere que a 28 de novembro foi testado um "sistema de lançamento múltiplo de projéteis", que coincidiu com "um dos dias mais importantes para os Estados Unidos da América, que é o Dia de Ação de Graças".

"Este lançamento, que veio quebrar uma pausa de um mês de testes de mísseis, pode ser considerado uma afronta aos Estados Unidos da América e um retrocesso no diálogo entre estes dois países", acrescenta o texto, concluindo pela condenação do "lançamento pela Coreia do Norte de projéteis em Dia de Ação de Graças".

Já o voto de congratulação do PAN lembra que o governo do Camboja "anunciou a decisão de proibir, já a partir de 2020, os passeios turísticos em elefantes no país e em especial no templo de Angkor Wat", a maior atração turística do país, e de "transferir os elefantes afectos a esta atração turística para um centro de conservação e reprodução".

"Tal decisão é especialmente importante não só pelo simbolismo que traz consigo mas também pelo facto de o número de elefantes selvagens no Camboja e noutros países do sudeste da Ásia ter vindo a diminuir drasticamente nos últimos anos", diz ainda o documento, lembrando a petição internacional pelo fim desta prática que reuniu14 mil assinaturas, depois da morte de dois elefantes por exaustão.

A votos vão ainda mais dez textos. O CDS é o partido que leva mais votos à apreciação dos deputados - são cinco, de "condenação e solidariedade" com as as crianças da Venezuela, de "saudação pelo 1.º de Dezembro de 1640", de congratulação "pela importância social desenvolvida ao longo de um século e meio pelo Instituto Monsenhor Airosa em Braga" (este subscrito com o PSD), assim como um voto de pesar pela morte de Domingos Piedade.

Segue-se o Chega, com três - um voto de condenação e pesar pelo "impacto negativo que quaisquer ações internacionais possam provocar ao povo ocupado da Crimeia e à nação soberana da Ucrânia", de congratulação à "AutoEuropa e seus trabalhadores pelo sucesso de produtividade alcançado em 2019"; e de congratulação "pela retirada de Cuba da lista de países amigos de Portugal".

O Bloco de Esquerda tem um voto, de saudação ao Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. E o PSD assina um segundo texto, de louvor aos ginastas do Acro Clube da Maia:

O Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, apresenta também um voto de "saudação à Seleção Nacional de Futebol de Praia pela conquista do Campeonato do Mundo".

Não há iniciativas legislativas no guião de votações desta quarta-feira, o único dia desta semana em que haverá sessão plenária na Assembleia da República, dado que amanhã e sexta-feira decorrem as jornadas parlamentares do PCP.

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