Paulo Rangel em missão política e humanitária para "pressionar" regime de Maduro

O eurodeputado e cabeça de lista do PSD às europeias partiu para a Colômbia para se encontrar com vários chefes de Estado e "pressionar" o regime de Nicolás Maduro.

Paulo Rangel e Esteban Gonzalez Pons, vice-presidentes do Partido Popular Europeu (PPE) partiram esta quinta-feira para a Colômbia numa missão política e humanitária, que terminará domingo, com o objetivo de "pressionar o regime de Nicolás Maduro", de forma a contribuir para a resolução da crise na Venezuela.

"Tudo o que o PPE, o Parlamento Europeu e eu próprio, enquanto dirigente da maior família política da União Europeia, puder fazer para levar novamente a democracia e a prosperidade ao povo venezuelano, farei sem hesitar um segundo", garante Paulo Rangel, num comunicado enviado à imprensa.

"Neste momento crucial para a vida de milhões de venezuelanos toda a ajuda e pressão internacional é pouca comparada com o drama que estão a viver milhões de vitimas do regime de Nicolás Maduro. Tudo o que o PPE, o Parlamento Europeu e eu próprio, enquanto dirigente da maior família política da União Europeia, puder fazer para levar novamente a democracia e a prosperidade ao povo venezuelano, farei sem hesitar um segundo"

A delegação vai estar na fronteira da Colômbia com a Venezuela para participar na entrega de ajuda humanitária. Há ainda encontros previstos com os presidentes da Colômbia, Iván Duque, do Chile, Sebastián Piñera, e do Paraguai, Mario Abdo Benítez. Os dois vices do PPE vão ainda reunir-se com os deputados da Assembleia Nacional venezuelana, embaixadores, organismos internacionais, Igreja Católica, Cruz Vermelha e várias organizações não-governamentais e visitarão ainda campos de refugiados.

"Quatro dias depois da expulsão da Missão do PPE à Venezuela a direção do Grupo Parlamentar do maior partido da União Europeia volta à América Latina para manter a pressão internacional sobre o regime de Nicolás Maduro", refere o comunicado.

"Neste momento crucial para a vida de milhões de venezuelanos toda a ajuda e pressão internacional é pouca comparada com o drama que estão a viver milhões de vitimas do regime de Nicolás Maduro. Tudo o que o PPE, o Parlamento Europeu e eu próprio, enquanto dirigente da maior família política da União Europeia, puder fazer para levar novamente a democracia e a prosperidade ao povo venezuelano, farei sem hesitar um segundo." afirma Paulo Rangel.

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