Rio lança convenção do Conselho Estratégico e prepara eleições europeias

Líder do PSD anunciou a primeira convenção do Conselho Estratégico do PSD para 16 de fevereiro. E o secretário-geral do partido começa já a preparar as eleições europeias. Rio respondeu ainda "sim" ao desafio do governo para debater o plano de investimentos públicos, mas diz que não será para "apagar" a má execução do que está em vigor.

Rui Rio assumiu-se esta quarta-feira como o porta-voz da Comissão Política do PSD para anunciar algumas decisões da cúpula do partido. Entre as quais a realização da primeira convenção do Conselho Estratégico Nacional (CEN) para dia 16 de fevereiro. Neste encontro vão participar as cerca de 1500 pessoas que se inscreveram no CEN.

Aquele que é visto como uma espécie de "governo-sombra" do PSD, e que tem estado a produzir os documentos sobre as várias áreas da governação, reunirá assim num encontro nacional. O líder do PSD explicou que no dia 16 de fevereiro, estarão a decorrer 17 reuniões plenárias ao mesmo tempo, 16 das quais correspondem às áreas setoriais do CEN, mais uma dedicada à reforma do sistema político e coordenada pelo antigo líder da JSD, Pedro Rodrigues.

O encontro terá ainda um painel, denominado "Portugal do amanhã", em que participam os antigos ministros Miguel Cadilhe e Daniel Bessa, Helena Freitas e Margarida Corrêa de Aguiar. E será encerrado por David Justino, presidente do Conselho, e pelo líder do PSD. "Uma das funções do CEN é o de ser um novo espaço de militância política do PSD", justificou Rio, na conferência de imprensa em que anunciou as novidades.

E outra delas foi a e que o secretário-geral do partido, José Silvano, foi mandatado para formar a equipa que irá preparar as eleições de 26 de maio. Isto num momento em que ainda não se sabe em quem Rio apostará para cabeça de lista às europeias, embora fontes da direção já tenham garantiram ao DN que o líder manterá o voto de confiança em Paulo Rangel.

Ao nível da vida interna do partido, foi ainda decidido pela Comissão Política Nacional um novo regulamento financeiro, que determina quem será o responsável pela dívidas de campanha acima do que foi autorizado pelo secretário-geral do PSD. Rui Rio anunciou também a entrada no PSD de mais 5821 militantes novos, muitos jovens, e a saída de 872.

Rio recusou-se a comentar a realização de uma reunião entre vários dirigentes de distritais do partido em que terá sido, segundo o Público, avaliada a possibilidade de se iniciar um processo de destituição do líder. "Não vou comentar,alegando que o assunto não foi debatido.

Sobre as declarações de Luís Montenegro, ex-líder parlamentar social-democrata que acusou Manuela Ferreira Leite de não se importar que o partido fique "cada vez mais pequenino", Rui Rio rejeitou essa ideia.

"Sim" ao diálogo, "não" a limpar cadastro da falta de obras públicas

Ao convite que o governo fez ao PSD para se sentar à mesa e ajudar a desenhar o novo plano nacional de investimentos, Rui Rio disse que mantém a postura habitual. Está disposto a dialogar sobre reformas estruturantes para o país, mas neste caso há muitas dúvidas a esclarecer e uma acusação a fazer.

O líder social-democrata lembrou que há um plano em vigor e do qual falta executar 80%. "Feitas as contas dá uma execução média de 300 milhões ano. A nova proposta são de 20 mil milhões em 10 anos, o que dá 6,6 vezes mais do que foi executado", disse Rio e lançou perguntas: "Quais as razões para o "falhanço" nos investimentos públicos?" e "Quais são as fontes de financiamento dos investimentos futuros?"

"Disponível para fazer acordos, mas não poderemos colaborar com uma lista de obras para o governo limpar a sua fraca execução", avisou o presidente do PSD, que disse que é preciso tempo para fazer as coisas bem.

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