Rangel ataca lista do PS e moção de censura do CDS

O cabeça de lista do PSD às Europeias, Paulo Rangel, acha que o PS usou cargos públicos para fazer campanha. E ao CDS disse que "o PSD não é um partido de protesto"

Sintonizado com Rui Rio, Paulo Rangel também não diz o que, em seu entender, o PSD deve fazer no Parlamento face à moção de censura ao Governo apresentada pelo CDS.

Contudo, estabelece contraste com os centristas, dizendo que o PSD "é uma oposição responsável", "um partido de Governo" - "e não um partido de protesto".

Falando com jornalistas no Europarque, em Santa Maria da Feira, à margem da 1ª Convenção do Conselho Estratégico Nacional do PSD, Paulo Rangel aproveitou também para comentar as escolhas de Pedro Marques (ministro do Planeamento e Infraestruturas) e de Maria Manuel Leitão Marques (ministra da Presidência e da Modernização Administrativa) para a lista do PS ao Parlamento Europeu.

No seu entender, houve "aproveitamento de cargos para fazer campanha", ou seja "usurpação de funções". Dito de outra forma: os candidatos aproveitaram as suas funções públicas para fazerem política partidária e eleitoral.

Voltando ao CDS, insistiu na ideia de que o que o preocupa são os "problemas reais" das pessoas, mais do que moções de censura. Nesse contexto, anunciou que amanhã vai partir para a Venezuela, onde contactará não só com entidades políticas - da oposição mas também, "eventualmente", da administração de Nicolás Maduro - mas também com a comunidade portuguesa.

"Isto sim, é um trabalho construtivo", concluiu - e assim estabelecendo mais uma vez as devidas distâncias do PSD para com o CDS.

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