Força Aérea a "correr contra-relógio" por meios aéreos de combate a fogos

Chefe da Força Aérea diz que se vive um "processo de aprendizagem" nesta fase de transição em que o ramo assume a gestão e controlo dos meios aéreos de combate aos incêndios.

A Força Aérea está a "correr contra-relógio" para os atrasos na chegada de todos os meios aéreos de combate aos fogos "não serem significativos", mas esta ainda é uma "época de mudança" e aprendizagem do ramo para assumir as novas responsabilidades nessa área.

O general Joaquim Borrego, Chefe do Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA), falava perante a Comissão parlamentar de Defesa, um dia após o início da fase de combate aos fogos e em que só 22 dos 38 meios aéreos previstos estavam disponíveis no terreno.

Questionado pelo deputado Pedro Pimentel (PSD) sobre os atrasos e para quando prevê a sua regularização, o CEMFA explicou "as leis não se podem contornar" em matéria de contratação pública e que já existiam contratos assinados (para contratar 22 meios aéreos) quando o ramo assumiu a condução do processo.

"Há atrasos, é indiscutível. O que podia ter sido feito? [Esta] é uma época de mudança, mas temos de ter em atenção que este é o ano com maior dispositivo de combate a incêndios que há" no início da campanha de combate aos fogos, assinalou o general.

Joaquim Borrego adiantou que a Força Aérea enviou o primeiro contrato (sob sua responsabilidade) para o Tribunal de Contas a 22 de abril e que ontem, 15 de maio, seguiram os restantes - abrangendo um total de 35 meios aéreos em regime de locação.

"A Força Aérea tudo fez para que os contratos fossem feitos com a maior brevidade possível e estão a ser feitos", assegurou o CEMFA, reafirmando que "este é o dispositivo com mais meios aéreos de que há memória".

"Estamos numa altura de transição da responsabilidade para a Força Aérea" nesse domínio, determinada pelo Governo após os trágicos incêndios florestais de 2017 e as falhas identificadas na resposta do Estado. O ramo, frisou o CEMFA, "está a ganhar capacidade de comando e gestão dos meios" de combate aos fogos e "há uma transição que cria sempre algum ruído".

A Força Aérea tem um orçamento de 65 milhões de euros para garantir a gestão e comando dos meios aéreosafetos aos fogos florestais, cuja base principal de operações será instalada no aeródromo de Ovar durante a época dos incêndios.

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