Costa aponta para Espanha e adverte para os riscos da instabilidade política

No comício de encerramento da campanha eleitoral do PS, António Costa retomou a tese de que o futuro Governo precisa de ter condições políticas para durar uma legislatura e para enfrentar as incertezas do exterior.

O secretário-geral do PS aproveitou esta sexta-feira a presença do presidente socialista galego no comício do Porto para sustentar que a Espanha, por ter instabilidade política, paga já juros iguais e cresce agora menos do que Portugal.

No comício de encerramento da campanha eleitoral do PS, no Coliseu do Porto, cidade onde chegou de comboio à estação de São Bento vindo de Lisboa, António Costa retomou a tese de que o futuro Governo precisa de ter condições políticas para durar uma legislatura e para enfrentar as incertezas do exterior.

"Sim, a estabilidade tem um valor e tem um custo. Aqui, entre nós, hoje, está um camarada presidente do PS da Galiza. Ele sabe bem qual o preço da instabilidade. Enquanto em Portugal, nos últimos quatro anos, contra ventos e marés, conseguimos assegurar a estabilidade política no país e a coerência da ação governativa, a Espanha foi andando de crise em crise", disse.

De acordo com António Costa, enquanto em Portugal houve estabilidade, a Espanha "vai agora para a quarta eleição sucessiva".

"Ora, não é só por termos tido boas políticas e um ministro das Finanças chamado Mário Centeno. Há quatro anos crescíamos menos do que a Espanha, hoje crescemos mais do que a Espanha. Há quatro anos pagávamos uma taxa de juro muito superior face a Espanha, e hoje ou é igual ou está um pouco abaixo da espanhola", sustentou.

"Comigo e com o PS não haverá radicalismos", afirmou Costa

A seguir, o secretário-geral do PS concluiu: "Isto é o que ganhamos com a estabilidade política - e é isto que não podemos pôr em causa com instabilidade política"..

"As portuguesas e os portugueses sabem bem. Comigo e com o PS não haverá radicalismos. Mas também sabem que comigo e com o PS, nós não daremos passos atrás no caminho que já percorremos", declarou António Costa.

Insistiu ainda na ideia de que é preciso que o Governo se mantenha com "força suficiente" para "continuar a defender Portugal" e que a "melhor garantia" que podem dar aos que há quatro anos tiveram receio de votar no PS é "apresentar os resultados" atingidos nesta legislatura.

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