Assunção Cristas deixa liderança do CDS. Veja o vídeo

Resultados das legislativas levam democratas-cristãos a realizar congresso extraordinário. Cristas não se recandidata.

Assunção Cristas pediu a realização de um congresso extraordinário e não se recandidata - o CDS vai ter uma nova liderança depois do conclave que será marcado pelo Conselho Nacional que a ainda líder decidiu convocar nesta noite depois de conhecidas as projeções que são hecatombe para o partido.

"Dei o meu melhor. Decidi não me recandidatar", disse Assunção Cristas numa declaração curta na sede nacional dos democratas-cristãos, em Lisboa.

As projeções divulgadas pelos três canais de televisão dão um mínimo de dois e um máximo de oito deputados ao CDS (SIC), três a sete (TVI) e três a seis (RTP).

Nas últimas legislativas, em 2015 - ainda Paulo Portas era líder do partido -, o CDS concorreu coligado como PSD de Passos Coelho e elegeu 17 lugares para a Assembleia da República.

O semblante de Assunção Cristas quando se dirigiu ao país deixava antecipar a declaração que se seguiria. Foram poucas as palavras da líder democrata-cristã, que ainda assim não deixou de felicitar o vencedor das eleições e de agradecer a quem esteve com ela neste último combate.

"Construímos um programa alternativo para o país", disse, mas os portugueses não o escolheram.

Antes de anunciar que decidiu convocar o Conselho Nacional do CDS com vista à marcação do congresso e que não se recandidata, ainda disse que acatava a vontade do eleitorado: "Assumimos o resultado com humildade democrática."

Assunção Cristas foi a primeira vítima da noite eleitoral.