Do "É preciso topete!" à morte de Sá Carneiro - As frases marcantes de Freitas

Ao longo da sua vida, o antigo líder do CDS nunca se furtou a comentar o seu próprio percurso e a realidade política, por mais desconfortável que isso se revelasse. Aqui ficam algumas das suas frases marcantes.

"O dia da morte de Sá Carneiro foi o mais triste da minha vida"

"O meu maior erro político cometido até essa altura, que era não ter entrado logo para o I Governo Provisório e ter criado o CDS só no final de julho, já com três meses de atraso em relação aos outros. Lembro-me de ir a muitos sítios do país e responderem que 'éramos muito simpáticos mas já demos o nome pelo PSD'. O meu segundo erro político foi realmente o regresso ao CDS"

Última entrevista ao DN, em junho de 2019

"Eu consegui sublimar essa derrota e transformá-la numa série de vitórias que, cada uma delas, é menor do que tinha sido a vitória das presidenciais, mas que, no seu conjunto, me recompensam inteiramente do tipo de vida política que tive, uma vida muito cheia, muito preenchida, muito interessante, e que foi muito enriquecedora do ponto de vista cultural"

Sobre a derrota nas presidenciais de 1986 - Entrevista à Agência Lusa, junho de 2019

"Apesar de múltiplos serviços prestados ao país durante mais de três décadas, fiquei sozinho. Nunca mais fui convidado, seriamente, para qualquer cargo público ou privado, de 2006 até hoje. Puro 'ostracismo'."

in "Memórias Políticas III (1982-2017)"

"A direita portuguesa não aceitou [que tivesse sido ministro de Sócrates]. Ela achava que eu passara a ser propriedade sua, e só podia fazer o que fosse do seu agrado. A minha liberdade política, que incluía aliar-me com quem quisesse, devia ter ficado limitada pela propriedade política que a direita se arrogava sobre mim. Aliás, a direita costuma dar mais importância à propriedade do que à liberdade..."

in "Memórias Políticas III (1982-2017)"

"Este Governo tem duas coisas muito positivas. A primeira, é que está a tentar fazer dentro dos calendários estabelecidos o que se comprometeu a fazer no acordo com a troika, isso é fundamental. Se tivéssemos o anterior primeiro-ministro, provavelmente estaria a enganar a troika, a dizer que cumpria sem cumprir"

Entrevista à Renascença, dezembro de 2011, sobre o governo de Passos Coelho

"Este Governo [de Passos Coelho] é o mais à direita dos últimos 40 anos"

Conferência sobre os 40 anos do 25 de Abril, em 2014

"Não esqueço e nenhum português deve esquecer que Mário Soares foi o político que mais combateu a ditadura da direita antes do 25 de Abril e a ditadura de esquerda em 1975"

Almoço de homenagem a Mário Soares, Dezembro de 2014

"Se me perguntar se acho que ela vai durar quatro anos, não estou convencido disso"

Entrevista à Renascença, 2013, sobre a geringonça

"Só espero que para o resto da sua vida sinta algum remorso sabendo o que eu lutei, quando o senhor ainda não era nascido ou andava de cueiros, para haver democracia e liberdade em Portugal (...). É preciso topete!", afirmou o ministro.

Para o deputado do CDS/PP Telmo Correia em 2006, durante um debate no Parlamento quando era ministro dos Negócios Estrangeiros

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