Maria João Brás reconhece que a Estratégia Nacional de Luta contra a Droga tem aspetos positivos, mas
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Toxicodependência

"Pensei: se consomes vais morrer. Escolhi a vida, mas continuo a gostar de drogas"

Apoiar consumidores e contar a sua experiência como toxicodependente, a forma como lidou com a hepatite C e o VIH. Este é o trabalho de Maria João Brás, a ativista do GAT que elogia alguns pontos da Estratégia Nacional de Luta contra a Droga, aprovada há 20 anos, mas também lhe aponta erros.

"Aos nove anos comecei a fumar, aos 12 estava altamente medicada com valium 10 e comecei a beber, aos 14 comecei a fumar ganzas e aos 16 tive o primeiro consumo com heroína e cocaína fumada. Só fumei uma vez, não gostei do sabor mas sim da sensação e aí passei logo a injetar".

Maria João Brás está sentada na sala de estar da sua casa a recordar os primeiros 28 anos de vida, quase três dezenas de anos que lhe valeram uma experiência e vivência que agora vai contando em vários eventos e entrevistas. Como esta, que surge a propósito dos 20 anos da Estratégia Nacional de Luta contra a Droga e da sua presença no colóquio "20 anos de ENLCD: Passado, Presente e Futuro", marcado para a próxima terça-feira (7 de maio), na Fundação Calouste Gulbenkian, local onde irá recordar novamente a sua vida, o seu trabalho e a luta para ajudar quem passa atualmente pelas experiências, desta feita perante o primeiro-ministro António Costa e a ministra da Saúde Marta Temido.

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