Situação complexa em Monchique. Costa diz estar em "contacto permanente"

Primeiro-ministro colocou mensagem com fotos no twitter. Em Monchique a situação agrava-se com o registo de várias projeções de fogo

Com o agravamento da situação do incêndio em Monchique, o primeiro-ministro António Costa usou a rede social Twitter para comunicar que está a seguir com atenção os incêndios em Portugal. A mensagem está acompanhada por três imagens do chefe de Governo no seu gabinete, ao telemóvel e a seguir a evolução dos fogos através do computador.

No texto deixado no twiter, Costa afirma que está "em contacto permanente" com o ministro da Administração interna, os autarca e a secretaria-geral da Presidência do Conselho de Ministros para atualizações, "análise da situação e orientações". "Deixo uma palavra de apoio a todos os agentes de proteção civil nas operações e de solidariedade às populações afetadas", lê-se na mensagem oficial do primeiro-ministro.

A grande preocupação é o incêndio em Monchique. O incêndio que pelo quarto dia lavra no concelho do Algarve, voltou a agravar-se durante o dia de hoje e o quadro geral da operação é neste momento "muito complexo", admitiu um responsável da Proteção civil.

"A situação infelizmente alterou-se, tínhamos uma situação mais favorável e registaram-se várias projeções, as quais tiveram um comportamento bastante violento", assumiu o segundo comandante operacional distrital da Proteção Civil de Faro, Abel Gomes.

Segundo aquele responsável, os locais que oferecem maior preocupação são, neste momento, a zona da Fóia e o sítio da Cascalheira, ambos em Monchique, e a barragem de Odelouca, já no concelho de Silves.

95 pessoas assistidas

O número de assistências médicas a pessoas na sequência do incêndio subiu para 95, dos quais, 66 são pessoas que apenas receberam assistência e 29 são feridos, todos ligeiros, acrescentou.

Questionado pelos jornalistas sobre a eventualidade de haver pessoas desaparecidas, Abel Gomes garantiu não ter conhecimento de que haja pessoas desaparecidas, sublinhando que pode ser uma realidade, mas que, por agora, é preferível "não especular".

No terreno continuam a operar cerca de 1.105 operacionais, apoiados por 341 veículos e um total de 24 máquinas de rasto.

A apoiar no combate estiveram cinco helicópteros, três parelhas de aviões nacionais e três aviões espanhóis, sendo que, segundo Abel Gomes, todos estiveram ao combate e operacionais.

De acordo com aquele responsável, as zonas "muito sensíveis" que não estavam consolidadas "reativaram e com grande intensidade", o que, face à meteorologia que continua adversa, faz deste um "incêndio de grande dimensão".

Contudo, o quadro meteorológico "não é favorável", porque vão manter-se temperaturas altas e a humidade relativa vai continuar baixa, o que faz antever "uma noite dura de muito trabalho".

Durante a tarde, foram retiradas pessoas da zona da Fóia e também do Sítio da Cascalheira, em Monchique, e ainda da Barragem de Odelouca, já no concelho de Silves.

Em Silves não há nenhuma habitação em perigo e o fogo chegou à Barragem de Odelouca e ao Centro Cinegético de Silves, antevendo-se, neste concelho, um combate "muito favorável", concluiu.

Com Lusa

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