Sismo de 4,6 sentido no Centro e Norte do país

Epicentro foi a cerca de 130 km a Oeste do Cabo Mondego

Um sismo de magnitude 4.6 na escala de Richter registou-se esta manhã, às 7.12, ​​​​​​​com epicentro a cerca de 130 km a Oeste do Cabo Mondego. O abalo foi sentido na região centro, no norte e até em Espanha.

Segundo o IPMA (Instituto Português do mar e da Atmosfera), o abalo não causou danos pessoais ou materiais e foi sentido com intensidade máxima III (escala de Mercalli modificada, que avalia efeitos) na região de Santa Maria da Feira.

Segundo o Centro Sismológico Euro-mediterrânico (CSEM), o abalo registou-se a uma profundidade de 12 km. Este centro já recolheu mais de três dezenas de relatos, sobretudo do Norte do país. "O meu armário que por sinal é pesadíssimo tremeu! Senti a cama a tremer", pode ler-se no relato de uma pessoa Vila Nova de Gaia.

O CSEM relata ainda um segundo abalo de 2.7, cerca de 17 minutos depois, mas a uma profundidade maior.

"Estava a dormir e senti cama a abanar"

Para Carla Neves, na Figueira da Foz, o abalo foi forte o suficiente para a acordar. "Estava a dormir e senti cama a abanar e objetos (nos móveis), a tilintar", conta ao DN. A viver numa moradia antiga, no Bairro Novo, reconhece que é capaz de ter sentido mais naquela casa do que noutras da mesma cidade. "Tenho a sensação que foram uns quatro segundos a abanar e eu a achar que teria de passar a manhã a apanhar 'tarecos' do chão", brincou no Twitter.

Mais a norte, em Braga, há registo de duas pessoas, da zona de Falperra e Lamaçães, que ligaram para a corporação de bombeiros da cidade para saber se tinha sido registado um sismo. "Disseram que sentiram a casa a abanar, mas não houve danos", conta fonte dos bombeiros ao DN. "Não temos conhecimento de estragos" provocados pelo abalo, disse a mesma fonte.

De acordo com a Autoridade Nacional de Proteção Civil, este abalo foi sentido no Norte do país, tendo a Autoridade já recebido alguns pedidos de informação.

O norte de Portugal é considerado de baixa perigosidade sísmica, o que "não quer dizer que não ocorram sismos de tempos a tempos e que sejam sentidos", sublinhou Fernando Carrilho, geofísico do IPMA, a propósito dos abalos sentido em Vila verde em agosto. "As zonas de maior perigo sísmico são as zonas do Algarve e Lisboa e vale inferior do Tejo, onde o risco é mais elevado", acrescentou na altura.

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