Quem eram e o que faziam as quatro vítimas de Valongo

Um piloto com muita experiência, um médico espanhol que fez de Portugal a sua casa há duas décadas, uma enfermeira e um copiloto ainda jovens mas promissores

João Lima e Luís Rosindo, piloto e copiloto, Daniela Silva, enfermeira, e Luís Vega, médico. Foram estas as quatro vítimas da queda de um helicóptero do INEM ao final da tarde de ontem, em Valongo. O DN conta-lhe o que se sabe até ao momento sobre quem eram e o que faziam

Luís Vega

Médico espanhol de 47 anos, casado, natural da Corunha, morava em Santa Maria da Feira, onde integrava o Serviço de Urgências do Hospital de São Sebastião (Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga). "Estava no hospital desde a inauguração, em janeiro de 1999", contou ao DN Rui Gonçalves, assessor de imprensa desta unidade. "Quando foi a abertura do Hospital de São Sebastião, houve um processo de recrutamento em Espanha e terá vindo na altura, com vários outros médicos e enfermeiros".

Alguns voltaram para Espanha, Luís Vega foi ficando, acabando por fazer carreira na unidade nortenha. "Além do serviço de urgência, fazia também a VMER [Viatura Médica de Emergência e Reanimação] da Feira e, uma vez por mês, o helicóptero do INEM".

Daniela Silva

Enfermeira de 34 anos, morava em Baltar, Paredes, cuja associação de bombeiros voluntários chegou a integrar. De acordo com notícias avançadas hoje, os seus familiares estariam precisamente num jantar de Natal da associação quando receberam a notícia.

Integrava os quadros do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) onde, além de operacional, seria formadora de TAT (Tripulante de Ambulância de Transporte). Estava de prevenção no Heliporto de Macedo de Cavaleiros quando a sua equipa foi chamada a fazer o transporte urgente de uma mulher de 73 anos, com problemas cardíacos.

João Lima

Com 56 anos, casado e pai de três filhos, era um piloto com um extenso currículo, de largos milhares de horas de voo, muitas delas em missões, tanto no transporte de doentes como em operações de resgate e combate aos fogos. Em 2012 recebeu mesmo uma distinção de "Herói CM", pelo Correio da Manhã, pela forma como conduziu o resgate arriscado de um grupo de jovens, numa ravina.

Natural de Viseu, morava em Santa Comba Dão, onde nos últimos anos foi comandante do Centro de Meios Aéreos. Já neste ano, de acordo com uma notícia avançada pelo Jornal do Centro, ingressou na Babcock, a empresa proprietária do helicóptero que se despenhou, que estava ao serviço do INEM.

Luís Rosindo

Entre as quatro vítimas, é sobre o copiloto que existe menos informação até agora. De acordo com a sua página na rede social Linkedin foi piloto de helicóptero da Força Aérea entre novembro de 2006 e setembro de 2015. Contactada pelo DN, fonte da Força Aérea confirmou a ligação passada ao piloto mas escusou-se a adiantar mais informações.

Em setembro do ano passado entrou para a Babcock, a empresa que operava o helicóptero do INEM acidentado.

Estava ainda a tirar um curso de Engenharia, Gestão e Administração no ISEG, em Lisboa.