Pensou-se ser violência doméstica, mas suspeito de matar mulher "não tinha relação pessoal" com vítima

Homem de 26 anos foi detido pela Polícia Judiciária indiciado pelo homicídio de brasileira de 48 anos, em janeiro passado. "Não havia relação pessoal nem sentimental", esclarece a PJ.

A Polícia Judiciária deteve um homem suspeito de ter assassinado uma cidadã brasileira em Santarém, no final do mês de janeiro. O detido, português, com 26 anos de idade, foi detido por "fortes indícios da prática do crime de homicídio qualificado" da mulher de 48 anos, natural e nacional do Brasil, residente em Santarém "que não mantinha qualquer relação pessoal ou sentimental com o suspeito".

Na altura do crime, a possibilidade de se tratar de uma morte por motivos de ciúmes e violência doméstica foi avançada, mas o comunicado da PJ, sem apontar o móbil do crime, refere que não havia relação pessoal entre o suspeito e a vítima.

"O crime ocorreu no pretérito dia 27 de janeiro de 2019, tendo o cadáver da vítima sido encontrado no interior da própria residência apresentando ferimentos graves por golpes de arma branca. Na sequência das diligências efetuadas pela Polícia Judiciária foi possível no dia de ontem proceder à identificação, localização e detenção do indivíduo suspeito da prática do crime, tendo sido reunido importante e sólido acervo probatório que permite indiciar fortemente o suspeito como autor do crime", refere o comunicado da PJ.

A vítima foi encontrada morta numa casa da Travessa das Frigideiras, no centro histórico de Santarém, zona onde o suspeito também reside. Lúcia Oliveira tinha dois filhos e era casada com um português, natural de Santarém, com quem vivia há cerca de cinco anos. O homem trabalhava no estrangeiro, na construção civil.

A mulher estava em Portugal há dez anos e dedicava-se à prostituição, diz o jornal O Mirante. "Trabalhou em várias casas noturnas do concelho. Mesmo casada, a mulher continuou a atender clientes" perante a incompreensão de amigas

O suspeito foi presente a tribunal mas ainda não se conhecem as medidas de coação.

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