Passar o ano entre os Açores e o continente a transportar órgãos para transplante

Ao todo, a Força Aérea transportou 28 órgãos em 2018. A última destas viagens foi na noite de passagem de ano.

Foi uma passagem de ano especial para uma equipa da Força Aérea (FA): a tripulação de alerta da Esquadra 504 - Linces passou a última noite de 2018 entre os Açores e o continente numa missão de transporte de órgãos para transplante. Ao todo, a Força Aérea transportou 28 órgãos no ano que agora acabou, viagens a que os militares estão habituados e que já passaram também pelo estrangeiro.

Deste caso, pouco ou nada se sabe, apenas que o destinatário é do continente e que recebeu dois órgãos, entre os quais um fígado. As razões do secretismo prendem-se com questões de privacidade e para que o destinatário não possa perceber quem foi o dador, explica o porta-voz da Força Aérea, tenente-coronel Manuel Costa. Em média, as equipas da FA realizam 30 transportes de órgãos por ano, missões "que dão muito prazer em termos humanos, mas exigentes e que obrigam a uma resposta rápida".

E não é por obrigar a usar meios muito sofisticados que estas missões são complexas - "afinal de contas só é preciso transportar uma geleira com o órgão" -, mas porque a janela de oportunidade é muito curta, acrescenta o tenente-coronel da FA. "O cumprimento de prazos tem de ser muito rigoroso. Neste caso foi usado um Falcon 50, que é muito ágil e rápido, tipo jato executivo. Quando a equipa é acionada sabemos que o Falcon tem de estar no ar no máximo em duas horas."

E como é feito esse acionamento? "Cabe à unidade de transplantação do Ministério da Saúde gerir essa informação. São eles que sabem quando determinado órgão está disponível num ponto do país para ser transportado para outro, e nessa altura contactam a Força Aérea. Já tivemos até missões para ir buscar órgãos ao estrangeiro, em Espanha."

Marinha salva 320 vidas em 2018


A Marinha portuguesa, um ramo das Forças Armadas, anunciou nesta terça-feira que salvou 320 vidas, ao longo de 2018, e que a taxa de eficácia se situou nos 98,8%, aumentando 2,3% em relação a 2017. São "320 vidas salvas no mar em 2018", lê-se na página oficial da Marinha, na internet, que explica que, através dos Centros de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo, registou "748 incidentes" no ano passado.

A taxa de eficácia do sistema, para o qual contribuem entidades como a Autoridade Marítima Nacional ou a Força Aérea Portuguesa, "situa-se nos 98,8%, tendo aumentado 2,3 % relativamente ao ano de 2017", refere a Marinha. Na restante atividade operacional, a Marinha destaca o facto de os navios e as unidades operacionais terem estado em missão cerca de cinco mil dias, tendo navegado cerca de 42 500 horas.

"Os navios da Marinha percorreram aproximadamente 335 mil milhas náuticas, o equivalente a 15,5 voltas ao mundo", refere aquele ramo das Forças Armadas, cuja tutela pertence ao Ministério da Defesa Nacional.

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