Mensagens de alerta demoram 12 horas a chegar aos telemóveis

Informação às populações que possam estar em risco demora muito tempo a chegar aos destinatários. Autoridade Nacional de Proteção Civil diz que "sistema está a ser desenvolvido".

As mensagens de alerta para situações de emergência demoram cerca de 12 horas a chegar aos destinatários. Ou seja, não cumprem o objetivo de avisar as populações para que possam agir rapidamente em caso de perigo. O serviço iniciou-se a 1 de junho, mas até agora nunca foi acionado.

A Vodafone, uma das operadoras de telecomunicações envolvidas neste processo, confirmou ao Jornal de Notícias que "visto tratar-se de uma situação preventiva", o SMS apenas pode ser entregue "nas 12 horas imediatamente a seguir ao pedido efetuado pela Proteção Civil".

Esta iniciativa partiu do Ministério da Administração Interna e conta também com a colaboração da Altice e da NOS.

A Autoridade Nacional de Proteção Civil, a quem cabe iniciar o processo de distribuição de SMS, adiantou ao JN que o sistema ainda está "a ser desenvolvido. O que está previsto e operacional para 2018 é o envio de um SMS preventivo, emitido apenas em situações excecionais, em que seja declarado o estado de alerta especial, de nível vermelho, para incêndios rurais".

Em declarações ao diário, Luís Correia, vice-presidente do Instituto Superior Técnico, reconheceu a dificuldade no envio de SMS porque "o processamento da informação não é imediato". Porém, "depende do sistema montado".

E lembra que o telemóvel e as redes sociais, como o Facebook e o Twitter, também são bons meios para a "emissão de alertas de proteção civil".

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