"Maior dispositivo de combate que alguma vez tivemos" no verão

O ministro da Defesa diz que muito em breve serão apresentados os resultados dos dois concursos que estão a decorrer, para implicar os meios da força aérea no combate aos incêndios

O ministro da Defesa diz que muito em breve serão apresentados os resultados dos dois concursos que estão a decorrer, para implicar os meios da força aérea no combate aos incêndios.

A falar em Bruxelas, à margem de uma reunião ministerial na NATO, João Gomes Cravinho garante que, no próximo verão, Portugal vai contar com o maior dispositivo de sempre no combate aos incêndios. O ministros da defesa diz que o trabalho que envolve a Força Aérea está a decorrer.

"Estão em curso dois concursos para meios aéreos", afirmou o ministro, precisando que estes são relativos à aquisição dos serviços de operação de "helicópteros, durante este mês de fevereiro".

João Gomes Cravinho disse que um dos concursos termina no fim da semana que vem, no "dia 23 de fevereiro" e o outro "no dia 1 de março". Uma vez concluído o trabalho desta fase, o ministro garante que vai haver uma capacidade de combate ao fogo sem precedentes no país.

"Vai permitir que tenhamos, no Verão, o maior dispositivo que alguma vez tivemos para o combate aos incêndios", vincou, reiterando que o "trabalho está no seu curso natural".

Cativações

Sobre a eventualidade das Finanças avançarem com cativações, que afetem o orçamento de outros ministérios, João Gomes Cravinho diz que para já não está a par, mas antecipa que o orçamento da defesa nunca poderá ser afetado.

"Estou em Bruxelas, muito longe de Portugal, não tenho informação sobre cativações", disse o ministro mostrando-se distanciado das notícias que dão conta de uma potencia majoração do impacto das cativações das Finanças, nos orçamentos dos restantes ministérios.

"Mas, seguramente, um dos aspetos importantes, que se deve sublinhar sobre a lei de programação militar - esta atual que está em discussão, na Assembleia da República, e aquela que está aí vigente -, é que está isenta de cativações", frisou o titular da pasta da Defesa, colocando o seu ministério fora do raio de ação da medida de Mário Centeno, para a gestão do orçamento.

O ministro da defesa falava em Bruxelas, à margem de uma reunião na sede da Aliança Atlântica em que a partilha de responsabilidades no orçamento da organização voltou a ser o tema em discussão.

Em Bruxelas

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