Incêndios em Vale de Cambra e Moncorvo já foram dominados

Esta quarta-feira, mais de 50 concelhos de 11 distritos de Portugal continental apresentam risco máximo de incêndio.

O incêndio que deflagrou na quarta-feira numa zona de mato na freguesia de Carviçais, no concelho Torre de Moncorvo, distrito de Bragança, já foi dado como dominado, disse à Lusa fonte da Proteção Civil. O incêndio, que chegou a ter duas frentes ativas, "foi dado como dominado às 5:34", precisou a mesma fonte. De acordo com as autoridades, a falta de acessos na zona de mato dificultou o combate às chamas.

Também o incêndio que deflagrou na noite de quarta-feira em Arões, concelho de Vale de Cambra, já foi dominado pelos bombeiros, disse à Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Aveiro. "O incêndio foi dado como dominado cerca da 1:00 e já está em fase de rescaldo", afirmou a mesma fonte, indicando que os operacionais já começaram a desmobilizar. No combate às chamas estiveram envolvidos mais de 200 operacionais, apoiados por cerca de 70 viaturas.

Em risco máximo de incêndio estão esta quarta-feira mais de 50 concelhos dos distritos de Faro, Beja, Leiria, Aveiro, Castelo Branco, Portalegre, Santarém, Coimbra, Guarda, Viseu e Bragança.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IMPA) colocou ainda vários concelhos de todos os distritos de Portugal continental em risco muito elevado e elevado de incêndio.

A temperatura mínima no continente vai oscilar entre os 10 graus Celsius (na Guarda) e os 20 (em Lisboa e Faro) e as máximas entre os 26 (na Guarda) e os 35 (em Santarém).

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.