Carla Amorim, a guarda prisional de 32 anos que morreu num treino

Um dos formadores "atingiu, inadvertidamente com um projétil no peito, uma guarda do Estabelecimento Prisional de Santa Cruz" na carreira de tiro junto à cadeia de Paços de Ferreira

Carla Amorim tinha 32 anos e morreu esta terça-feira de manhã, baleada, na carreira de tiro situada no exterior da cadeia central de Paços de Ferreira, confirmou fonte do estabelecimento prisional ao DN. A guarda prisional participava numa ação de formação de tiro.

A guarda prisional, natural de Mesão Frio, vivia em Baião e era guarda prisional desde 2012.

De acordo com a Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais "pelas 11 horas", registou-se "um acidente de serviço com arma de fogo durante uma ação de formação integrada no plano anual de tiro e que estava a ter lugar na carreira de tiro do Estabelecimento Prisional de Paços de Ferreira"

"Durante a ação de formação, um dos formadores presentes atingiu, inadvertidamente com um projétil no peito, uma guarda do Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo (feminino) que se encontrava a receber formação", lê-se na nota. Elementos do INEM deslocou-se ao local, tendo procedido a manobras de reanimação, que ", infelizmente, não tiveram sucesso". "O óbito foi declarado no local".

Ordenada a abertura de um inquérito

O caso foi reportado à Polícia Judiciária pela GNR e, adianta a Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, "estão a decorrer internamente as diligências para apurar as causas deste acidente".

Foi também "ordenada a abertura de inquérito a cargo do inspetor coordenador do Serviço de Auditoria e Inspeção (Norte) desta Direção Geral e que é magistrado do Ministério Público".

A Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais Direção Geral "lamenta profundamente o ocorrido e apresenta sentidas condolências à família do elemento do corpo da guarda prisional vitima deste infeliz acidente".

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Falem do futuro

O euro, o Erasmus, a paz. De cada vez que alguém quer defender a importância da Europa, aparece esta trilogia. Poder atravessar a fronteira sem trocar de moeda, ter a oportunidade de passar seis meses a estudar no estrangeiro (há muito que já não é só na União Europeia) e - para os que ainda se lembram de que houve guerras - a memória de que vivemos o mais longo período sem conflitos no continente europeu. Normalmente dizem isto e esperam que seja suficiente para que a plateia reconheça a maravilha da construção europeia e, caso não esteja já convertida, se renda ao projeto europeu. Se estes argumentos não chegam, conforme o país, invocam os fundos europeus e as autoestradas, a expansão do mercado interno ou a democracia. E pronto, já está.