"Good Girls". PJ detém mais dois elementos do gangue liderado por mulher

Mais dois suspeitos, um homem de 34 e uma mulher de 27 anos, que estavam no estrangeiro, ficaram em prisão preventiva, depois de terem sido apanhados pela PJ quando visitavam a família

Subiu para oito o total de suspeitos do gangue de assaltantes, da mesma família, comandado por uma mulher de 27 anos, do bairro da Cruz Vermelha, em Cascais.

Na semana passada a PJ tinha detido seis, dois quais ficaram em prisão preventiva - a cabecilha do grupo e outra mulher - e os outros quatro sujeitos a apresentações diárias e semanais na polícia. Têm entre 17 e 49 anos.

Esta segunda-feira a Judiciária anunciou, em comunicado, ter detido mais dois, também "fortemente indiciados pela prática, em coautoria, de vários crimes de roubo cometidos com arma de fogo". Ficaram também em prisão preventiva, tendo em conta o volume de provas apresentado.

Trata-se de um casal que estava no estrangeiro, também familiares dos outros detidos, um homem de 34 anos e uma mulher de 27. O homem é irmão de uma das mulheres que ficou em preventiva. Segundo fonte da investigação, o casal foi surpreendido pelos inspetores da PJ quando visitavam a família.

O grupo é suspeito de, pelo menos, a partir de 2018, ter feito "diversos assaltos violentos em estabelecimentos, residências e na via pública, apropriando-se de dinheiro e vários bens de valor". Entre os alvos estiveram farmácias, bombas de gasolina e casas de massagens.

A PJ assinala que vai "prosseguir as diligências no sentido de apurar o eventual envolvimento dos detidos em outros crimes".

Segundo apurou o DN, a GNR e a PSP podem também ter inquéritos relacionados com os suspeitos, de furtos por exemplo, e o Ministério Público vai querer reuni-los no mesmo inquérito.

O gangue utilizava armas de fogo nos assaltos, mas não há registo de terem feito nenhuma vítima. "Servia para intimidar", sublinha fonte da PJ.

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