Farto do calor? Temperaturas começam a descer segunda-feira

Terça-feira é o primeiro dia sem aviso meteorológico desde que começou esta vaga de calor

As temperaturas máximas e mínimas vão começar a descer a partir de amanhã, segunda-feira, embora nos distritos de Portalegre e Castelo Branco ainda se mantenham os avisos laranja e vermelho, segundo o IPMA.

Em declarações à agência Lusa, a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), Joana Sanches adiantou que na terça-feira está prevista uma nova descida da temperatura máxima, principalmente nas regiões do interior entre os 8 e os 10 graus.

Este será o primeiro dia sem qualquer aviso meteorológico, depois da vaga de calor.

Para hoje, um dia ainda marcado por temperaturas elevadas, há possibilidade de ocorrência de trovoadas com aviso emitido para os distritos de Portalegre, Évora, Beja e Faro existindo ainda a previsão dessas ocorrências durante a manhã de segunda-feira nas regiões do interior.

Nos últimos dias Portugal enfrentou temperaturas muito elevadas, subindo de forma acentuada a partir de 1 de agosto, o que levou o IPMA a emitir avisos vermelhos em 11 dos 18 distritos de Portugal continental.

Durante estes dias foram atingidos máximos históricos em várias estações meteorológicas, nomeadamente em Lisboa, que no sábado chegou aos 44º.

No sábado, as temperaturas estavam às 17:00 acima dos 45 graus em 16 das 96 estações de medição de Portugal continental, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

A temperatura mais elevada registada até às 17:00 de sábado foi 46,8 graus em Alvega, a que se seguiram: Santarém/F. Boa (46,3°), Alcácer do Sal (46,2°), Coruche e Alvalade do Sado (46,1°), Pegões (46,0º), Neves Corvo (45,8°), Setúbal (45,5°), Évora e Tomar (45,4°), Reguengos e Amareleja (45,3°), Avis, Viana do Alentejo e Portel (45,2°) e Mora (45,1°).

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

O populismo entre nós

O sucesso eleitoral de movimentos e líderes populistas conservadores um pouco por todo o mundo (EUA, Brasil, Filipinas, Turquia, Itália, França, Alemanha, etc.) suscita apreensão nos países que ainda não foram contagiados pelo vírus. Em Portugal vários grupúsculos e pequenos líderes tentam aproveitar o ar dos tempos, aspirando a tornar-se os Trumps, Bolsonaros ou Salvinis lusitanos. Até prova em contrário, estas imitações de baixa qualidade parecem condenadas ao fracasso. Isso não significa, porém, que o país esteja livre de populismos da mesma espécie. Os riscos, porém, vêm de outras paragens, a mais óbvia das quais já é antiga, mas perdura por boas e más razões - o populismo territorial.

Premium

João Gobern

Navegar é preciso. Aventuras e Piqueniques

Uma leitura cruzada, à cata de outras realidades e acontecimentos, deixa-me diante de uma data que, confesso, chega e sobra para impressionar: na próxima semana - mais exatamente a 28 de novembro - cumpre-se meio século sobre a morte de Enid Blyton (1897-1968). Acontece que a controversa escritora inglesa, um daqueles exemplos que justifica a ideia que cabe na expressão "vícios privados, públicas virtudes", foi a minha primeira grande referência na aproximação aos livros. Com a ajuda das circunstâncias, é certo - uma doença, chata e "comprida", obrigou-me a um "repouso" de vários meses, longe da escola, dos recreios e dos amigos nos idos pré-históricos de 1966. Esse "retiro" foi mitigado em duas frentes: a chegada de um televisor para servir o agregado familiar - com direito a escalas militantes e fervorosas no Mundial de Futebol jogado em Inglaterra, mas sobretudo entregue a Eusébio e aos Magriços, e os livros dos Cinco (no original The Famous Five), nada menos do que 21, todos lidos nesse "período de convalescença", de um forma febril - o que, em concreto, nada a tinha que ver com a maleita.

Premium

Henrique Burnay

O momento Trump de Macron

Há uns bons anos atrás, durante uns dias, a quem pesquisasse, no Yahoo ou Google, já não me lembro, por "great French military victories" era sugerido se não quereria antes dizer "great French military defeats". A brincadeira de algum hacker com sentido de ironia histórica foi mais ou menos repetida há dias, só que desta vez pelo presidente dos Estados Unidos, depois de Macron ter dito a frase mais grave que podia dizer sobre a defesa europeia. Ao contrário do hacker de há uns anos, porém, nem o presidente francês nem Donald Trump parecem ter querido fazer humor ou, mais grave, percebido a História e o presente.