Crise de combustíveis. Diretores de todas as Polícias chamados de urgência pela Segurança Interna

A secretária-geral do Sistema de Segurança Interna (SSI) convocou todas as entidades que integram do Gabinete Coordenador de Segurança para uma reunião às 18:00 desta quarta-feira

Analisar a crise criada com a falta de combustíveis, provocada pela greve dos motoristas de matérias perigosas, e avaliar medidas a tomar para prevenir potenciais conflitos populares, são os principais objetivos da reunião de emergência do Gabinete Coordenador de Segurança (GCS), marcada para às 18:00 desta quarta-feira, convocada pela secretária-geral do Sistema de Segurança Interna (SSI), organismo tutelado pelo primeiro-ministro, soube o DN de fonte que está a acompanhar o processo.

O GCS integra todas as forças e serviços de segurança (GNR, PSP, PJ e SEF) e os serviços de informações (SIS e SIED) e a convocatória aos diretores e chefes máximos foi feita ao início da tarde desta quarta-feira. É o órgão especializado de assessoria e consulta para a coordenação técnica e operacional da atividade das forças e dos serviços de segurança.

De acordo com o que está descrito na Lei de Segurança Interna, o GCS é presidido pelo secretário-geral do SSI - cargo atualmente ocupado pela procuradora Helena Fazenda, que vai liderar a reunião desta tarde.

O GCS reúne normalmente uma vez de três em três meses ou "extraordinariamente" sempre que "o presidente o convoque, por sua iniciativa ou a pedido de qualquer dos seus membros". O Gabinete dispõe de uma sala de situação "para acompanhar situações de grave ameaça à segurança interna".

A greve nacional dos motoristas de matérias perigosas, que começou às 00:00 de segunda-feira, foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica.

Após a requisição civil, os militares da GNR mantiveram-se de prevenção em vários pontos do país para que os camiões com combustível pudessem abastecer e sair dos parques sem afetarem a circulação rodoviária.

Gerou-se a corrida aos postos de abastecimento de combustíveis, onde, em muitos casos, já não há gasóleo.

No final da tarde de terça-feira, o Governo declarou a "situação de alerta" devido à greve, avançando com medidas excecionais para garantir os abastecimentos e, numa reunião durante a noite com a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) e o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas, foram definidos os serviços mínimos.

Vão ser retomadas esta quarta-feira as negociações entre o governo, a ANTRAM e o Sindicato

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

Os aspirantes a populistas

O medo do populismo é tão grande que, hoje em dia, qualquer frase, ato ou omissão rapidamente são associados a este bicho-papão. E é, de facto, um bicho-papão, mas nem tudo ou todos aqueles a quem chamamos de populistas o são de facto. Pelo menos, na verdadeira aceção da palavra. Na semana em que celebramos 45 anos de democracia em Portugal, talvez seja importante separarmos o trigo do joio. E percebermos que há políticos com quem podemos concordar mais ou menos e outros que não passam de reles cópias dos principais populistas mundiais, que, num fenómeno de mimetismo - e de muito oportunismo -, procuram ocupar um espaço que acreditam estar vago entre o eleitorado português.