Família de cinco pessoas encontrada morta em casa

Um casal, as duas filhas menores, assim como um tio das crianças morreram esta tarde em Fermentões, concelho de Sabrosa (Vila Real). Suspeita-se que terá sido por intoxicação por monóxido de carbono.

A família de cinco pessoas foi encontrada inanimada em casa na Rua do Comércio, em Fermentões (Sabrosa, Vila Real), segundo adiantou ao DN fonte da Guarda Nacional Republicana.

As vítimas, um casal com duas crianças de 9 e 14 anos e um irmão do homem, foram encontradas em dois quartos e na sala/cozinha.

O alerta chegou à Guarda pelas 16.40 através de um contacto do 112. Os Bombeiros Voluntários de Sabrosa foram ao local e encontraram as vítimas já inanimadas, suspeitando-se que possam ter morrido devido a intoxicação por monóxido de carbono. Informação que só a autópsia poderá confirmar.

Para o local foram 15 bombeiros e oito viaturas, de acordo com as informações disponíveis no site da Autoridade Nacional de Proteção Civil. Entretanto, a casa foi isolada pela GNR e os inspetores da PJ de Vila Real já estão a recolher os indícios.

Vizinho das vítimas, Álvaro Guedes ajudou os bombeiros, fornecendo luz através de uma extensão para a casa. À Lusa lembrou o casal como "bons vizinhos" que "andavam na sua vida" e referiu que chegou a ajudá-los nas obras que estavam a fazer em casa, isolando-a melhor por causa do frio.

"Estavam a fazer as obras aos bocadinhos, iam fazendo conforme podiam", referiu, adiantando que dentro da habitação havia um gerador que fornecia eletricidade.

Outros vizinhos e amigos lembraram as vítimas como "pessoas humildes e trabalhadores".

José Barros, comandante dos bombeiros de Sabrosa, afirmou aos jornalistas no local que "não há nada que possa determinar as causas da morte". Fonte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) confirmou à agência Lusa que o mais provável é que a morte das cinco pessoas se deva a uma intoxicação por inalação de monóxido de carbono. Mas também se coloca a hipótese de ter sido uma intoxicação alimentar, nomeadamente ingestão de cogumelos.

O presidente da Câmara de Sabrosa, Domingos Carvas, disse que a situação "é dramática". "A situação fez tudo, não houve manobras, não houve salvamento, não houve nada. É uma situação muito difícil. É uma desgraça para a família, para a povoação, para o município", referiu. Domingos Carvas espera, no entanto, que a situação "sirva de alerta", quer tenha tido a ver com a ingestão de cogumelos ou a inalação de monóxido de caborno.

Num espaço da Junta de Freguesia está a ser prestado apoio psicológico, por parte do INEM e da câmara, a familiares e amigos das vítimas

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