Cidadão do Koweit agredido por taxista no Chiado apresentou queixa

Taxista ouvido pela polícia diz que foi pedir satisfações ao homem que estava com um filho menor por ter o carro estacionado numa paragem de táxis

O cidadão que foi agredido por um taxista esta terca-feira no Chiado, em Lisboa, apresentou queixa ao fim da tarde do mesmo dia, confirmou fonte do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP ao DN. A vítima é natural do Koweit, e não do Dubai como inicialmente foi referido, tem 30 anos e deu uma morada de residência em Portugal.

O cidadão estava acompanhado por um filho menor e estacionou num espaço reservado aos taxistas no Chiado, o que terá motivado a agressão, segundo a PSP.

Foi esta a justificação dada pelo taxista, que na participação surge como motorista individual, para ter pedido satisfações à vítima, que não fala português. A polícia não confirma se terá sido agredido pelo facto do cidadão estrangeiro ser confundido com um motorista da Uber.

A agente das Relações Públicas da PSP argumenta que os relatos do agressor e da vítima confirmam o estacionamento em local reservado aos táxis, além de que o "carro não era novo nem topo de gama como os dos motoristas da Uber".

Eram 14h30 de terça-feira quando ocorreram as agressões, tendo a vítima seguido para o Hospital de São José para receber assistência. Acabaria por sair horas depois e deslocou-se a uma esquadra para apresentar queixa, o que aconteceu ao fim do dia de terça-feira.

A PSP registou a queixa como um crime semi-público, o que significa que as autoridades são obrigadas a denunciar estas agressões mas que só podem ser investigadas se a vítima apresentar queixa., o que acabou por acontecer. Cabe, agora, ao Ministério Público avaliar o caso.

Carlos Silva, da Federação Portuguesa de Táxis, condena "toda e qualquer tipo de violência". Acrescenta: "Tanto quanto sabemos não se trata de um associado nosso".

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