As 10 fantásticas árvores portuguesas finalistas para o concurso europeu. Vote já

No ano passado o "Sobreiro Assobiador" de Águas de Moura (Setúbal) venceu o concurso europeu da "Árvore Europeia do Ano", que promove a herança cultural e natural.

Já estão selecionadas as 10 árvores portuguesas candidatas ao concurso que vai escolher a "Árvore Europeia do Ano". Aquela que tiver mais votos representará Portugal naquela competição. As votações estão abertas até dia 30 de novembro neste site.

No ano passado o "Sobreiro Assobiador", plantado há 234 anos em Águas de Moura (Setúbal) venceu este concurso europeu. O Assobiador deve o nome ao som originado pelas inúmeras aves que pousam nos seus ramos. Plantado em 1783 em Águas de Moura, este sobreiro já foi descortiçado mais de vinte vezes. Está classificado como "Árvore de Interesse Público" desde 1988 e e inscrito no Livro de Recordes do Guinness como "o maior sobreiro do mundo".

Para a "Árvore do Ano" de 2019, o nosso país tem 10 candidatas. Há a "Grande Fazedora de Chuva", de Avis; a "Azinheira Secular do Monte de Barbeito", de Mértola; o "Carvalho Escultural", de Póvoa de Lenhoso; o "Dragoeiro", da Ajuda, em Lisboa; o "Gigante da Pena", do Parque da Pena, Sintra; o "Nosso Sobreiro", de Santiago do Cacém; a "Oliveira do Mouchão", de Abrantes; o "Plátano do Rossio", de Portalegre; a "Quercus do ISA (Instituto Superior de Agronomia)", em Lisboa; e o "Zambujeiro Milenar", de Foros de Vale de Figueira, Montemor-o-Novo.

Cada uma destas árvores tem uma história e neste concurso ela é valorizada, tendo em conta o papel que tem da comunidade onde se encontra. "Ao contrário de outros concursos, a Árvore Europeia do Ano não se foca apenas na beleza, no tamanho ou na idade da árvore, mas sim na sua história e relações com as pessoas. Procuramos árvores que se tornaram parte de uma comunidade maior", é explicado pela Environmental Partnership Association (EPA), que organiza esta votação. O concurso nacional é da responsabilidade da União da Floresta Mediterrânica.

O concurso existe desde 2011 e começou com apenas cinco países, sendo atualmente 13.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.