É sábado. O Diário de Notícias está nas bancas

Sábado é o dia em que o Diário de Notícias chega às bancas, em papel. Uma edição de fim de semana, com mais tempo na mão dos leitores.

Com um fim de semana todo pela frente para ler e saber mais, a edição impressa do DN está nas bancas ao sábado. Todos os sábados. Mais um dia nas bancas... e mais um dia nas mãos dos leitores.

Habituámos os nossos leitores a um jornal diferente, mais longo, mais profundo e mais além da atualidade. Desde a mudança para o digital, o DN pôs na ordem do dia temas como os sinais do populismo que se espalham pelo mundo, as mudanças na floresta portuguesa que se revelaram trágicas, os efeitos do Brexit em Portugal, a desinformação, fake news e suas nefastas consequências.

Descobrimos as histórias - pequenas e grandes - e fomos contá-las, num regresso à boa escrita, à escrita que apetece seguir. Escolhemos a opinião que dá vontade de ler.

E foi também este regresso à boa escrita, às boas histórias, que nos fez fazer alterações, para melhor acomodar o jornal aos seus leitores. Este movimento corresponde a uma resposta ao que o mercado vinha a dar sinal, e é acompanhado de outra modificação que vai no mesmo sentido: a diminuição da altura do jornal, o que o tornará também mais fácil de ler e mais prático. Com mais espaço, numa edição de 56 páginas.

O jornal estará nas bancas com o Dinheiro Vivo e com a nova edição do caderno 1864, em formato de revista em papel de jornal, e com a mesma abordagem diferente da realidade - sobretudo temática, tendo um tema abordado de várias formas. Este título é uma homenagem aos 154 anos do jornal, com a sua data de fundação. As outras marcas que estão associadas ao Diário de Notícias, nomeadamente a marca de luxo e lifestyle Ócio e a marca de família e saúde, Life , e a Insider , sobre digital e tecnologia, continuam online.

O DN entrou em julho numa nova fase da sua longa vida, e que o prepara para o futuro, com um foco especial no digital, uma edição diária online e conteúdos pagos. Nestes meses reestruturámos a oferta de conteúdos todos os dias, em movimentos a que os leitores responderam ao momento. Na era da rapidez digital - em que todos os dias nos confrontamos com o que os leitores nos pedem e nos adaptamos a eles, não fazia sentido ser de outra forma, mesmo no papel.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

"Orrrderrr!", começou a campanha europeia

Através do YouTube, faz grande sucesso entre nós um florilégio de gritos de John Bercow - vocês sabem, o speaker do Parlamento britânico. O grito dele é só um, em crescendo, "order, orrderr, ORRRDERRR!", e essa palavra quer dizer o que parece. Aquele "ordem!" proclamada pelo presidente da Câmara dos Comuns demonstra a falta de autoridade de toda a gente vulgar que hoje se senta no Parlamento que iniciou a democracia na velha Europa. Ora, se o grito de Bercow diz muito mais do que parece, o nosso interesse por ele, através do YouTube, diz mais de nós do que de Bercow. E, acreditem, tudo isto tem que ver com a nossa vida, até com a vidinha, e com o mundo em que vivemos.

Premium

Marisa Matias

Mulheres

Nesta semana, um país inteiro juntou-se solidariamente às mulheres andaluzas. Falo do nosso país vizinho, como é óbvio. A chegada ao poder do partido Vox foi a legitimação de um discurso e de uma postura sexistas que julgávamos já eliminadas aqui por estes lados. Pois não é assim. Se durante algumas décadas assistimos ao reforço dos direitos das mulheres, nos últimos anos, a ascensão de forças políticas conservadoras e sexistas mostrou o quão rápida pode ser a destruição de direitos que levaram anos a construir. Na Hungria, as autoridades acham que o lugar da mulher é em casa, na Polónia não podem vestir de preto para não serem confundidas com gente que acha que tem direitos, em Espanha passaram a categoria de segunda na Andaluzia. Os exemplos podiam ser mais extensos, os tempos que vivemos são estes. Mas há sempre quem não desista, e onde se escreve retrocesso nas instituições, soma-se resistência nas ruas.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Ser ou não ser, eis a questão

De facto, desde o famoso "to be, or not to be" de Shakespeare que não se assistia a tão intenso dilema britânico. A confirmação do desacordo do Brexit e o chumbo da moção de censura a May agudizaram a imprevisibilidade do modo como o Reino Unido acordará desse mesmo desacordo. Uma das causas do Brexit terá sido certamente a corrente nacionalista, de base populista, com a qual a Europa em geral se debate. Mas não é a única causa. Como deverá a restante Europa reagir? Em primeiro lugar, com calma e serenidade. Em seguida, com muita atenção, pois invariavelmente o único ganho do erro resulta do que aprendemos com o mesmo. Imperativo é também que aprendamos a aprender em conjunto.