Hackers. PJ apanhou suspeito do cibertaque contra a Altice e o Benfica

Numa operação realizada esta quarta-feira foram feitas buscas a dois suspeitos. Um foi detido, outro foi ouvido e identificado. Em causa está a autoria de vários ciberataques. Além da Altice, o Benfica, ministérios, museus, a GNR e universidades foram alvo deste hacker

Um jovem de nacionalidade portuguesa, é o principal suspeitos de vários ataques informáticos a diversas estruturas do Estado e empresas, incluindo o ciberataque dirigido este mês à Altice Portugal, de acordo com a investigação da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T) da Polícia Judiciária (PJ).

Este jovem integra um coletivo de 'hacktivistas' designado Cyber Team, que tem reivindicado vários ciberataques nos últimos tempos a sites de várias entidades e organizações do Estado e privadas. Além da Altice, também o Benfica, ministérios, museus, a GNR e universidades foram alvo deste hacker.

Numa operação esta quarta-feira, coordenada pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), fora feitas buscas a dois suspeitos, a este jovem e a um engenheiro informático, mas só o primeiro ficou detido. O segundo foi ouvido e constituído arguido.

Em causa estão crimes de sabotagem informática, acesso ilegítimo e acesso indevido, cujas penas podem ir dos dois aos 10 anos de prisão, caso o resultado da ação seja considerado grave.

"Na sequência de participações de várias entidades, perante a reincidência de suspeitos e tendo em vista a cessação da atividade criminosa deste grupo, foram efetuadas buscas domiciliárias em quatro locais e procede-se à apreensão de diverso material informático que servia de suporte à prática ilícita", diz a PJ em comunicado.

Explica a Judiciária que os ataques informáticos em escala, conhecidos por "Defacing" e "DDoS", eram dirigidos a entidades públicas e privadas, tinham origem num grupo criminoso de cidadãos portugueses e mostravam sinais de agravamento nos últimos dois meses.

"Além de comprometerem a integridade e a disponibilidade dos dados e da informação das entidades visadas, estes crimes informáticos afetam a paz social e a segurança no domínio do ciberespaço", assinala a PJ.

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