Incêndio em Alvide, Cascais, faz dois feridos. Dois telhados pegam fogo

A combater o fogo estão cerca de 254 operacionais, apoiados por seis meios aéreos e 69 viaturas. Dois feridos ligeiros

Um incêndio deflagrou durante a tarde desta quinta-feira em Alvide, freguesia de Alcabideche, concelho de Cascais, mas já foi dado como dominado.

O incêndio "já está em resolução, dominado, e nas próximas horas decorrerão os trabalhos de consolidação", afirmou fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Lisboa, explicando que os bombeiros vão manter-se no local "em vigilância", para garantir que não há reacendimentos. O fogo entrou em fase de resolução às 21:31, adiantou a mesma fonte.

A Proteção Civil acrescentou que um bombeiro ficou ferido, "vítima de um trauma", mas os ferimentos foram ligeiros.

Elementos do Instituto Nacional de Emergência Médica encontram-se no local "a avaliar alguns habitantes" que inalaram fumo, "mas nada de grave", acrescentou a fonte do CDOS.

De acordo com a informação disponível na página na internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), às 21:25 estavam 263 operacionais no local, apoiados por 77 viaturas. A informação disponível refere as 18:07 como hora do alerta.

"O incêndio deflagrou numa zona de mato e de pinhal e está a decorrer na zona de Ribeira das Vinhas. Cinco corporações de bombeiros do concelho estão envolvidas. Esperemos que a situação possa vir a estar controlada, mas ainda não está. É uma zona que tem habitações e estamos a proteger as habitações. Esperamos em breve dar o fogo como controlado. A informação que tenho é que dois telhados pegaram fogo, mas que o fogo já está apagado", afirmou o presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, à SIC Notícias.

O autarca disse à TVI24 que há dois feridos ligeiros, um bombeiro e um civil.

Um morador da zona explicou à Lusa que em causa está uma área de mato junto à Escola Secundária de Alvide e a circular de Cascais, de acesso público, frequentada habitualmente por residentes para passear os cães ou caminhar.

Governo declarou situação de alerta

O Governo declarou esta quinta-feira a situação de alerta em Portugal Continental devido às previsões meteorológicos para os próximos dias que apontam para um "significativo agravamento do risco de incêndio rural".

O Ministério da Administração Interna (MAI) avança em comunicado que a situação de alerta abrange o período compreendido entre as 00:00 de sexta-feira e as 23:59 de domingo.

"Face às previsões meteorológicas para os próximos dias, que apontam para um significativo agravamento do risco de incêndio rural, os ministros da Administração Interna e do Ambiente e Ação Climática assinaram esta quinta-feira o despacho que determina a declaração da situação de alerta em todo o território do Continente", precisa o MAI.

Mais de uma centena de concelhos de 14 distritos de Portugal continental apresentam esta quinta-feira um risco máximo de incêndio, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Em risco máximo estão mais de 100 concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Viseu, Aveiro, Guarda, Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Santarém, Portalegre e Faro.

Segundo a ANEPC, estão previstos para os próximos dias uma subida gradual da temperatura máxima, noites tropicais, baixa humidade relativa do ar e vento fraco a moderado.

No aviso à população, a ANEPC recorda que, até 30 setembro, é proibido fazer queimas e queimadas, usar fogareiros e grelhadores em todo o espaço rural, fumar ou fazer qualquer tipo de lume nos espaços florestais, lançar balões de mecha acesa e foguetes e fogo-de-artifício.

A Proteção Civil refere ainda que é proibido fumigar ou desinfestar apiários e usar motorroçadoras, corta-matos e destroçadores nos dias de risco máximo de incêndio.

em atualização

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