Carnaval de Torres Vedras vai ser vigiado por 12 câmaras

Nem a organização nem as autoridades indicam se a videovigilância, já instalada no ano passado, contribuiu para a diminuição da criminalidade, mas voltam a repetir a medida.

O Carnaval de Torres Vedras vai ser vigiado por 12 câmaras. Pelo segundo ano consecutivo a PSP vai ter acesso a imagens do que se passa no recinto da festa, mas sem fazer recolha e gravação de sons, tal como está proibida de visualizar áreas privadas como portas, janelas e varandas.

Segundo a organização, o sistema vai envolver uma dúzia de câmaras requisitadas a uma empresa privada que as vai instalar no recinto. "É um procedimento tratado em parceria com a PSP (que vai operar as câmaras) e o MAI." A videovigilância estará ativa entre os dias 21 e 26 de fevereiro, de modo a "garantir a proteção e segurança de pessoas e bens em locais de potencial risco são os objetivos a atingir".

A organização do Carnaval de Torres Vedras garante que se trata de uma "medida preventiva que permite que as forças de segurança e socorro intervenham de forma mais rápida e eficaz". Questionada sobre se a instalação da videovigilância se devia a um elevado número de ocorrências, criminais ou incidentes, nos anos anteriores, a organização reconhece que "o número de ocorrências é diminuto". Porém, assinala o porta-voz do evento, "para a organização do Carnaval de Torres Vedras uma única ocorrência é uma preocupação".

Esperando um total de 500 mil visitantes neste ano, refere que "a aplicação desta medida foi motivada pela vontade de reforçar a segurança no recinto do evento. O investimento em medidas de segurança e de socorro tem sido constante ano após ano e ajustado à dimensão do evento, que tem vindo a aumentar o número de visitantes a cada edição".

Desconhecidos dados de ocorrências

Esta fonte oficial, não identifica, no entanto, uma relação entre a implementação desta medida no ano passado e a diminuição do número de ocorrências. "Existem inúmeros fatores que influenciam o número de ocorrências", assinala.

Esta fonte oficial, não identifica, no entanto, uma relação entre a implementação desta medida no ano passado e a diminuição do número de ocorrências. "Existem inúmeros fatores que influenciam o número de ocorrências", assinala.

Neste ano, o aumento do recinto justifica o acréscimo do número de câmaras dispostas, que sobe de oito para 12. O crescente número de visitantes e do próprio evento são os principais motivos da instauração desta medida, que pretende assegurar que o Carnaval de Torres Vedras "decorra sem incidentes e com muita animação".

O DN solicitou à PSP dados comparativos de ocorrências que possam justificar que a videovigilância tivesse sido utilizada, mas não obteve ainda resposta.

O MAI, que também não apresenta dados de criminalidade, sublinha que "a utilização de sistemas de videovigilância por parte das forças e serviços de segurança é reconhecidamente uma mais-valia no trabalho desenvolvido em prol da segurança pública".

O sistema foi autorizado pela Comissão Nacional de Proteção de Dados, que nada opôs à implementação do sistema de videovigilância, notando, porém, o "aumento do número de câmaras e alteração da localização de algumas delas".

As câmaras de videovigilância irão ser dispostas pelo centro histórico de Torres Vedras com o principal objetivo de "garantir a proteção e a segurança de pessoas e bens em locais de potencial risco", acrescenta ainda o comunicado do MAI. O registo de anomalias ou operações detetadas irá ser preservado por um período de 2 anos.

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