Associação das Vítimas de Pedrógão Grande com nova direção

Ao fim de dois anos vai haver uma substituição integral de todos os órgãos sociais. A lista à direção é encabeçada por Dina Duarte, da aldeia do Nodeirinho, que apesar ter fundado aquela associação acabou deixar a direção, há mais de um ano. Regressa agora acompanhada de vários feridos do incêndio e familiares de vítimas

A presidente da Associação das Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande não vai recandidatar-se a um novo mandato. Às eleições - que se realizam a 14 de dezembro próximo - deverá apresentar-se uma única lista (entregue esta segunda-feira ao presidente da Assembleia Geral), encabeçada por Dina Duarte, uma das habitantes do Nodeirinho que mais se destacou no apoio às vítimas do fogo.

De resto, Dina era vice-presidente da atual direção, mas deixou a associação há mais de um ano, em divergências que nunca quis especificar. Agora regressa acompanhada de alguns familiares de vítimas e feridos do incêndio, como é o caso de Rui Rosinha, o bombeiro de Castanheira de Pêra que esteve meses hospitalizado (vice-presidente), Filipa Rodrigues (tesoureira) e José Carlos Santos (vogal), também eles feridos com gravidade.

A lista à direção integra ainda Ana Luísa Bernardo, Miguel Ângelo Esteves, Marina Rodrigues, Patrícia David e Belmira Rodrigues, todos familiares de feridos ou vítimas. A última era irmã de Gonçalo "Assa", o bombeiro que acabou por morrer na sequência dos ferimentos causados pelo acidente da viatura onde seguia com outros companheiros dos BV de Castanheira de Pêra, entre os quais Rui Rosinha.

A lista tem por lema "Renascer por todos" e surge "da vontade de alguns associados em ter uma abordagem de maior proximidade com todas as vítimas", afirma Dina Duarte. "O objetivo é que a vida no nosso território seja vivida em segurança", acrescenta, ela que viveu de perto p drama do fogo que em 17 de junho de 2017 matou 66 pessoas. Entre elas estava o filho de Nádia Piazza, um menino de apenas cinco anos. Apoiada na altura por Dina Duarte, a jurista acabou por fundar a associação e colocar o tema na agenda mediática.

"Nenhum de nós da atual direção vai recandidatar-se. É pedir-nos muito. Foram dois anos de muito trabalho, exaustivo e que nos consumiu muito. Agora é tempo de dar espaço a outras sensibilidades e novo fôlego", disse ao DN Nádia Piazza.

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