Virgin Hyperloop: a cápsula ultrarrápida levou pela primeira vez passageiros

A Virgin não é a única empresa que desenvolve este sistema, que consiste em deslocar em suspensão cápsulas capazes de movimentar-se entre 1.000 km/h e 1.200 km/h dentro de tubos de baixa pressão colocados em postes.

A empresa de tecnologia Virgin Hyperloop anunciou nesta segunda-feira que executou com sucesso o primeiro teste de transporte de passageiros no deserto do Nevada a bordo de uma cápsula futurista ultrarrápida.

Duas pessoas embarcaram na cápsula - funcionários da Virgin Hyperloop - no domingo para um percurso numa pista de testes de 500 metros em 15 segundos, alcançando 172 km/h, segundo um comunicado da empresa.

Sara Luchian, diretora de marketing, foi uma dos passageiros e descreveu a experiência à BBC como "estimulante tanto física como psicologicamente". Luchian e o responsável pel tecnologia Josh Giegel usaram simples calças de ganga e camisolas em vez de fatos de voo para o evento. Para Luchian a viagem foi "suave e nada como uma montanha-russa", apesar de a aceleração ter sido mais enérgica do que noutro tipo de comboio

A Virgin não é a única empresa que desenvolve este sistema, que consiste em deslocar em suspensão cápsulas capazes de movimentar-se entre 1.000 km/h e 1.200 km/h dentro de tubos de baixa pressão colocados em postes.

"Não posso dizer quantas vezes perguntaram se o Hyperloop é seguro. Graças a este teste com passageiros, respondemos com sucesso a essa pergunta", disse Jay Walder, CEO da Virgin Hyperloop, citado no comunicado.

O conceito do Hyperloop foi lançado em 2013 pelo milionário Elon Musk, fundador da empresa de carros elétricos Tesla e da empresa de exploração espacial SpaceX.

Mas outras empresas de tecnologia entraram na disputa, incluindo a Virgin, a americana Hyperloop Transportation Technologies (HyperloopTT ou HTT) e a canadiaana TransPod.

A Virgin Hyperloop foi fundada em 2014 em Los Angeles com o nome Hyperloop Technologies, antes de ser rebatizada em 2017 com a chegada do milionário britânico Richard Branson. O objetivo declarado é ter estas cápsulas em funcionamento até meados da década.

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