Trump quer um "jardim nacional" de estátuas de heróis americanos

Em plena polémica sobre a destruição ou o vandalismo de várias estátuas, o presidente norte-americano assinou uma ordem executiva para a criação de um novo espaço de homenagem a todos os que contribuíram de forma positiva para a América

"Nenhum terá levado uma vida perfeita, mas todos valerá a pena honrar, lembrar e estudar", lê-se na ordem executiva assinada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, tendo em vista a criação de um "jardim nacional de heróis americanos". Uma decisão que surge em plena polémica pela destruição ou vandalismo de várias estátuas de confederados, mas não só.

O anúncio da criação deste jardim de estátuas foi feito por Trump durante o seu discurso no Monte Rushmore (Dacota do Sul) na véspera do Dia da Independência, que se assinala este sábado nos EUA. A ordem executiva lança as pedras para a criação de um grupo que irá estudar o local onde o jardim deverá ser construído, tendo 60 dias para apresentar propostas a Trump.

"Destruir um monumento é profanar a nossa herança comum. Nas últimas semanas, no meio de protestos por toda a América, muitos monumentos foram vandalizados ou destruídos. Alguns governos locais responderam derrubando os seus monumentos", diz a ordem executiva, dando exemplo de monumentos a Cristóvão Colombo, George Washington ou Benjamin Franklin.

"Essas estátuas não são só nossas, para serem descartadas à vontade dos inflamados pela paixão política da moda; elas pertencem a gerações que vieram antes de nós e às gerações ainda por nascer. A minha Administração não aceitará um ataque à nossa memória coletiva", indicou Trump na ordem executiva.

No discurso no Monte Rushmore, o Presidente denunciou o que chamou de "revolução cultural de esquerda" -- um movimento de "fascismo de esquerda radical" - e alertou que "foi orquestrada para derrubar a revolução americana".

O presidente quer que o jardim este seja inaugurado antes do 250.º aniversário da proclamação da Independência, ou seja, até 4 de julho de 2026. Todas as estátuas, lê-se no texto, têm que ser realísticas e não podem ser abstratas ou representativas. Devem ser dispostas "num local de beleza natural" para permitir que os visitantes "andem no meio das estátuas e fiquem inspirados para ler sobre as grande figuras da história da América."

"O termo 'norte-americano historicamente significativo' significa um indivíduo que era ou se tornou cidadão americano a era uma figura pública que fez uma contribuição substantiva para a vida pública americana ou teve um efeito substantivo na história americana", segundo a ordem executiva, deixando claro que esta também diz respeito a figuras como Cristóvão Colombo, Junípero Serra ou o marquês de La Fayette, que viveram antes ou durante a revolução americana e não eram cidadãos americanos, mas fizeram contributos históricos significativos para a descoberta, desenvolvimento ou independência dos futuros EUA.

Entre os exemplos, vão desde os pais fundadores, aos que lutaram pela abolição da escravatura, até aos heróis das Forças Armadas, cientistas, inventores, líderes sindicais, opositores do nazismo, ex-presidentes norte-americanos e outros eleitos, juízes, astronautas, escritores, artistas ou professores.

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