Trump avisa que próximas duas semanas serão "muito dolorosas" nos EUA

O Presidente dos EUA, Donald Trump, alertou que as próximas duas semanas serão "muito dolorosas" para a população, uma vez que o número de pessoas contagiadas pela doença provocada pelo SARS-CoV-2 continua a aumentar.

A anúncio foi feito durante uma conferência de imprensa na Casa Branca, em Washington (capital dos EUA), onde o chefe de Estado norte-americano acrescentou que as últimas duas semanas também foram "muito difíceis", citado pela agência France-Presse.

Os Estados Unidos ultrapassaram a barreira de 4.000 mortes na madrugada desta quarta-feira, número que duplicou em apenas três dias, de acordo com o balanço da Universidade Johns Hopkins.

O número de vítimas mortais chegou a 4.076, contra 2.010 no sábado. Mais de 40% das mortes aconteceram no estado de Nova York.

Na terça-feira, os Estados Unidos superaram o número de mortes da China, onde a epidemia começou em dezembro. O país regista agora 189.510 casos confirmados de covid-19.

Depois de minimizar em um primeiro momento o impacto do coronavírus, o presidente Donald Trump advertiu os norte-americanos que as próximas duas semanas "serão muito dolorosas".

Na conferência de imprensa, o presidente norte-americano pediu à população para cumprir as recomendações das autoridades, nomeadamente para ficar em casa, não jantar em restaurantes ou bares e não fazer reuniões com mais de 10 pessoas.

"É absolutamente crítico para o povo americano seguir as orientações nos próximos 30 dias. É uma questão de vida ou morte", disse Trump.

"Queremos que os americanos estejam preparados para os dias difíceis que estão pela frente", acrescentou.

Deborah Birx, responsável por coordenar a resposta da Casa Branca ao surto de covid-19, revelou estimativas que apontam para a possibilidade de um aumento exponencial de óbitos no país, mesmo com as medidas de distanciamento social. As projeções dos especialistas revelam que entre 100 a 240 mil norte-americanos poderão morrer devido ao novo coronavírus nos próximos meses.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

Atualizado às 10:50

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